sexta-feira, 15 de julho de 2011

 BEM MAL


Então disse o SENHOR Deus: “Agora o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Não se deve, pois, permitir que ele tome também do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre”. (Genesis 3:22)

Sabemos bem demais qual é o fruto da árvore do Conhecimento do Bem e do Mal: A escravidão do homem pelo homem, as guerras, a fome, a miséria, o dinheiro e suas consequências. Estas são algumas das consequências do facto de Adão e Eva terem desobedecido a Deus e comido do fruto dessa árvore. Mas... e antes ? Como era? Não tinham eles o conhecimento do bem e do mal? Como tomavam as suas decisões? Baseados em que critério? Deus diz: Agora o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal... é claro que Deus está a dizer que antes eles não conheciam nem o bem nem o mal. Antes eles não precisavam de saber, porque até à tentação do diabo, tudo para eles estava contido em Deus, tanto o certo como o errado: E o SENHOR Deus ordenou ao homem: “Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá” (Genesis 2:16,17). Não tinham tido a necessidade de pensarem por eles próprios porque Deus lhes dava tudo o que precisavam. Até a liberdade de tomarem decisões, ainda que eles não sentissem necessidade disso. As consequências dessa desobediência já as conhecemos e as vivemos nos nossos dia-a-dias, somos informados delas nos telejornais, na internet onde haja um noticiário. E sabemos que a tendência é para agravar, porque o ser humano cada vez menos quer conhecer Deus e obedecer-Lhe então nem se fala. Por isso Deus decretou que lhes fosse vedado o acesso à árvore da vida e o mal não se multiplicasse eternamente. Deus sabia que a partir daquele momento toda a humanidade não teria a necessidade de procurar o bem e o mal Nele porque já teriam eles próprios as suas convicções de bem e de mal, de certo e errado. Toda a Bíblia ensina-nos o que é o bem e o mal, o certo e o errado segundo a opinião de Deus. E Jesus traçou o caminho de volta a essa condição inicial. Por isso Ele foi o único em quem Deus pôde encontrar a obediência absoluta à Sua Autoridade, porque uma não subsiste sem a outra, para retirar o pecado do mundo: No dia seguinte João (Baptista) viu Jesus aproximando-se e disse: “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (João 1:29). Assim Jesus ensina-nos que devemos obedecer em primeiro lugar a Deus e também ensina-nos a perceber que em questões espirituais, os nossos raciocínios não irão servir para nada. Se Jesus raciocinasse só com a lógica humana não teria provavelmente ido para a cruz sabendo o que o esperava lá. Teria desistido talvez nos momentos em que suou sangue, no jardim do Getsêmani. Eu não conheço nenhum cristão a quem isso tenha acontecido: Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. (2ªCoríntios 4:16,17). Esse é o caminho: aprender o certo e errado segundo o que Deus nos diz na Sua Palavra que é a Bíblia e a "desaprender" o certo e errado segundo os nossos padrões humanos. Sabedoria de Deus versus sabedoria dos homens: A intenção dessa graça era que agora, mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais, e acordo com o seu eterno plano que ele realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor, por intermédio de quem temos livre acesso a Deus em confiança, pela fé nele. (Efésios 3:11,12)



A SÍNDROME DE POUCA ALTURA CRISTÃ

 Já afirmei algumas vezes neste blogue que, o que está dentro das pessoas em tempos passados é o mesmo que está hoje dentro de nós. A mesma resistência à Palavra de Deus, os mesmos argumentos, os mesmos sofismas, as mesmas fortalezas a resistirem ao convencimento do pecado e ensino do Espírito Santo. Mesmo para quem se diz de Deus. A mesma resistência à autoridade delegada a homens e mulheres, dada por Deus, com frases do tipo: Eu também tenho o Espírito Santo; eu também sou ungido (a): quem é você para me dizer o que é certo ou errado na minha vida? Eu também tenho dons e o nome de Jesus também me dá poder a mim; Quem o nomeou? Que igreja? E por aí adiante. Não pense que não tem todo o direito de fazer este tipo de afirmações porque tem. Deus deu-lhe liberdade para você escolher entre obedecer a Ele ou obedecer ao diabo (Romanos 6:16). A verdade é que não existe uma terceira opção, assim, mais neutra ou com um pézinho lá e um pézinho cá para contrabalançar. As pessoas de Corínto a quem o apóstolo Paulo escreveu cartas, tinham as mesmas fortalezas e resistências. Também tinham dons espirituais e “muita carne para moer”. Como nós hoje em dia igualmente. Assim que descobriram o poder de Deus convenceram-se que também já eram alguém e esqueceram-se de que é Jesus que diz e estipula quem é quem dentro do seu corpo que é a igreja: “...pois é Deus quem efectua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele. (Filipenses 2:13). E essa igreja tem de estar em submissão e obediência para que satanás não lhe possa tocar. Vamos ler com calma o que Paulo escreveu na 2ªcarta aos Coríntios capítulo 10: 1 a 11 e verificaremos que ele se debatia com resistências à sua autoridade: Eu, Paulo, pela mansidão e pela bondade de Cristo, apelo para vocês; eu, que sou “humilde” quando estou face a face com vocês, mas “audaz” quando ausente! Aqui percebemos que Paulo sabia que alguns dessa igreja o desprezavam, desdenhavam da sua autoridade e nos seus corações já tinham levantado “muros resistentes à sua pessoa”. Rogo-lhes que, quando estiver presente, não me obriguem a agir com audácia, tal como penso que ousarei fazer, para com alguns que acham que procedemos segundo os padrões humanos. Paulo não está a ameaçá-los como aparentemente se poderá pensar, mas unicamente a adverti-los do perigo em que estão, quando afirmam que o pastor ou o líder, está a pregar e a agir na carne. Pois, embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Paulo está a dizer que é Deus quem justifica as suas acções e lhe dá a unção para as realizar. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo. E estaremos prontos para punir todo ato de desobediência, uma vez estando completa a obediência de vocês. Parece-me que Paulo estaria a dizer-lhes que eles teriam chances de se arrependerem das suas atitudes, por não estarem ainda espiritualmente maduros. Vocês observam apenas a aparência das coisas. Eles pensavam que por terem dons espirituais, e o nome de Jesus já poderiam descartar o ensino e a autoridade de Paulo sobre eles. Eles queriam fazer as coisas de Deus à maneira deles. Acontece muito nessas ocasiões retirar-se versículos bíblicos do seu contexto, convicções enganosas a sobreporem-se à Palavra de Deus e doutrinas falsas surgirem dessas convicções. Se alguém está convencido de que pertence a Cristo, deveria considerar novamente consigo mesmo que, assim como ele, nós também pertencemos a Cristo. Muitas vezes um homem ou mulher de Deus ouve dizer: ”Não, isso não pode vir de Deus; Deus não é assim; Deus não faria isso; isso é a sua interpretação”, quando na verdade dizem isso por pura ignorância altiva do que está escrito na Palavra de Deus.
Pois mesmo que eu tenha me orgulhado um pouco mais da autoridade que o Senhor nos deu, não me envergonho disso, pois essa autoridade é para edificá-los, e não para destruí-los. Esta é uma grande resistência que o homem (mulher) de Deus enfrenta quando fala o que está verdadeiramente escrito na Palavra e admoesta alguém para se consertar com Deus desviando-se do seu pecado. Acabam sempre por se sentirem ofendidos e não são poucas as vezes que afirmam que estão a ser amaldiçoados. Não quero que pareça que estou tentando amedrontá-los com as minhas cartas. Pois alguns dizem: “As cartas dele são duras e fortes, mas ele pessoalmente não impressiona, e a sua palavra é desprezível”. Saibam tais pessoas que aquilo que somos em cartas, quando estamos ausentes, seremos em atos, quando estivermos presentes. Todo o homem ou mulher de Deus tem de prestar contas primeiramente a Deus, sobre a missão e as almas que Deus lhe confiou. Essa responsabilidade é suficiente para se tomarem atitudes mais firmes ou duras, com quem pensa que “Deus é amor e vai entender os meus pecados”. Paulo está a dizer exactamente o contrário. Aqui está implícito uma passagem que Paulo dirá á igreja da Galácia:”Tornei-me inimigo de vocês por lhes dizer a verdade?” (Gálatas 4:16). Se for necessário e se as resistências orgulhosas prevalecerem, ele agirá com o poder e a ousadia dadas por Deus necessárias para, destruir tudo o que se oponha à sã doutrina.
COMO VENCER NA FÉ


Há exemplos na Bíblia de pessoas que travaram o bom combate da fé e venceram. Foram pessoas que como nós tiveram dificuldades com o mundo que as rodeava, com as tentações de satanás, com os seus desejos, vontades e sentimentos... e venceram! Passaram por grandes adversidades e ainda assim depositaram a sua fé em Jesus Cristo. E isso ficou escrito para que nós contra toda a esperança, em esperança coloquemos a nossa fé também em Jesus Cristo, o autor e consumador da nossa fé. O episódio de Actos dos Apóstolos no capítulo 27 de 13 a 26, mostra-nos as palavras de Paulo diante da forte possibilidade de naufragarem durante a tempestade: Começando a soprar suavemente o vento sul, eles pensaram que haviam obtido o que desejavam; por isso levantaram âncoras e foram navegando ao longo da costa de Creta. Pouco tempo depois, desencadeou-se da ilha um vento muito forte, chamado Nordeste. O navio foi arrastado pela tempestade, sem poder resistir ao vento; assim, cessamos as manobras e ficamos à deriva. Passando ao sul de uma pequena ilha chamada Clauda, foi com dificuldade que conseguimos recolher o barco salva-vidas. Levantando-o, lançaram mão de todos os meios para reforçar o navio com cordas; e temendo que ele encalhasse nos bancos de areia de Sirte, baixaram as velas e deixaram o navio à deriva. No dia seguinte, sendo violentamente castigados pela tempestade, começaram a lançar fora a carga. No terceiro dia, lançaram fora, com as próprias mãos, a armação do navio. Não aparecendo nem sol nem estrelas por muitos dias, e continuando a abater-se sobre nós grande tempestade, finalmente perdemos toda a esperança de salvamento. Visto que os homens tinham passado muito tempo sem comer, Paulo levantou-se diante deles e disse: “Os senhores deviam ter aceitado o meu conselho de não partir de Creta, pois assim teriam evitado este dano e prejuízo. Mas agora recomendo-lhes que tenham coragem, pois nenhum de vocês perderá a vida; apenas o navio será destruído. Pois ontem à noite apareceu-me um anjo do Deus a quem pertenço e a quem adoro, dizendo-me: Paulo, não tenha medo. É preciso que você compareça perante César; Deus, por sua graça, deu-lhe a vida de todos os que estão navegando com você’. Assim, tenham ânimo, senhores! Creio em Deus que acontecerá do modo como me foi dito. Devemos ser arrastados para alguma ilha”.
Aqui está o segredo de vencer na fé nestas palavras: Paulo  declarou pertencer a Deus: “apareceu-me um anjo do Deus a quem pertenço”; declarou servir a Deus: “e a quem adoro”; e afirmou a sua confiança na promessa de Deus: "Creio em Deus que acontecerá do modo como me foi dito."
Você pertence a Deus? O Senhor Jesus Cristo é o seu Senhor e Salvador? Entregou a sua vida para Ele? Arrependeu-se de coração dos seus pecados e crê que Jesus os perdoou todos quando foi para a cruz do Calvário? Você adora só a Deus e a sua vida é pautada pela Sua Palavra que é a Bíblia? Se a sua fé é em Deus (no que está escrito na Bíblia) então só lhe resta descansar Nele. Repare que Paulo só tinha a promessa de que ía salvar-se daquela tribulação tempestiva mas não sabia como Deus iria fazer. Ele calculou que seriam arrastados para uma ilha mas nunca afirmou que Deus lhe tinha dito que seria isso que Ele iria fazer para os salvar. Daí ser tão necessária, a fé confiante em Deus. Temos a promessa de Deus mas não sabemos como Deus a vai concretizar: “Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos. (Isaías 55:9)
Deus sabe, o quanto eu preciso de ler e reler este episódio para me fortalecer, porque a fé vem por ouvir e ouvir a palavra de Deus. Ler e reler o que está escrito na Bíblia até entrar no meu coração. Neste momento, confio muito de que vou ser arrastada para uma ilha também.

segunda-feira, 27 de junho de 2011



 Salmo 83
Uma canção. Salmo da família de Asafe.

1 Ó Deus, não te emudeças;
não fiques em silêncio nem te detenhas, ó Deus.
2 Vê como se agitam os teus inimigos,
como os teus adversários
te desafiam de cabeça erguida.
3 Com astúcia conspiram contra o teu povo;
tramam contra aqueles que são o teu tesouro.
4 Eles dizem: “Venham,
vamos destruí-los como nação, não seja mais lembrado!”
5 Com um só propósito tramam juntos;
é contra ti que fazem acordo
6 as tendas de Edom e os ismaelitas,
Moabe e os hagarenos,
7 Gebala, Amom e Amaleque,
a Filístia, com os habitantes de Tiro.
8 Até a Assíria aliou-se a eles,
e trouxe força aos descendentes de Ló.
 

 Pausa 
9 Trata-os como trataste Midiã,
como trataste Sísera e Jabim no rio Quisom,
10 os quais morreram em En-Dor
e se tornaram esterco para a terra.
11 Faze com os seus nobres o que fizeste
com Orebe e Zeebe,
e com todos os seus príncipes
o que fizeste com Zeba e Zalmuna,
12 que disseram:
“Vamos apossar-nos das pastagens de Deus”.
13 Faze-os com levadas no redemoinho, ó meu Deus,
14 Assim como o fogo consome a floresta
e as chamas incendeiam os montes,
15 persegue-os com o teu vendaval
e aterroriza-os com a tua tempestade.
16 Cobre-lhes de vergonha o rosto
até que busquem o teu nome, Jeová.
17 Sejam eles humilhados e aterrorizados para sempre;
pereçam em completa desgraça.
18 Saibam eles que tu, cujo nome é Jeová,
somente tu, és o Altíssimo sobre toda a terra.




domingo, 19 de junho de 2011

VERDADEIROS ADORADORES

Ontem no culto, durante a ministração do louvor, eu pedi ao Senhor que Ele nos ensinasse a adorá-Lo, para que pudéssemos nos tornar verdadeiros adoradores em espírito e em verdade: No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. (João 4:23,24). Todo o cristão quer ser encontrado pelo Pai como um verdadeiro adorador. Mas o que significa adorar a Deus? O Senhor não demorou a responder à minha oração: O Senhor diz: “Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam é feita só de regras ensinadas por homens. Por isso uma vez mais deixarei atônito esse povo com maravilha e mais maravilha; a sabedoria dos sábios perecerá, a inteligência dos inteligentes se desvanecerá”. (Isaías 29:13,14). Aqui nestes dois versículos de Isaías, está a revelação: Adorar a Deus é amá-Lo acima de tudo (cumprir o primeiro mandamento) e andar na Verdade, que é praticar o que está escrito na Bíblia. Deus diz: “A adoração que me prestam é feita só de regras ensinadas por homens”, isto quer dizer que, há uma adoração feita de regras ensinadas por Deus! “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos. Respondeu Jesus: “Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra”. (João 14:15,23) Onde estão essas regras ensinadas por Deus? Na Bíblia unicamente! Amar a Deus, só a Ele prestar culto e a Ele obedecer, fazem parte da adoração a Deus. Tal como louvá-Lo, cantar hinos e salmos e render-Lhe graças por tudo. Não é à tôa que logo a seguir ao versículo 13 vem o 14 a dizer: Por isso uma vez mais deixarei atônito esse povo com maravilha e mais maravilha; a sabedoria dos sábios perecerá, a inteligência dos inteligentes se desvanecerá”. Como deixou Deus atônito o povo? Em 1Coríntios 1:18,19, o Senhor dá continuidade à revelação de Isaías: Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus. Pois está escrito: “Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos inteligentes. E foi exactamente o que Jesus Cristo fez com a Sua vinda à terra e ao cumprir a Sua missão redentora em favor da humanidade. Deixou toda as pessoas de boca aberta com o Seu exemplo de amor, humildade, sabedoria, poder e sacrifício divinos e calou a boca daqueles que se achavam sábios demais para precisarem de Deus. Pensar que um morto ressuscitou é um pouco louco aos olhos humanos, mas por causa do ressuscitamento de um homem que se diz Deus, muitos poderem vir a ressuscitar é uma completa loucura. Esta é a mensagem poderosa, a actuar com poder nos cristãos. Tudo está escrito com simplicidade na Bíblia, mas como nós temos a tendência para complicar tudo o que vem de Deus precisamos intensamente da Sua revelação e do discernimento que só pode ser dado pelo Espírito Santo: Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o SENHOR exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus. (Miquéias 6:8). Querendo praticar o que Deus aqui exige, estamos a adorá-lo. Estamos a negarmo-nos a nós mesmos (Mateus 16:24); “Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará”. (Marcos 8:35). Adorar em espírito e em verdade é fazer o que Deus exige, porque Deus não pactua com o pecado, assim sendo temos de entregar a nossa vida para Jesus Cristo. O nosso espírito nasce de novo e seremos purificados. Todos os nossos pecados serão então esquecidos por Deus. Jesus Cristo morreu para nos salvar e ressuscitou para termos a esperança da vida eterna. Estaremos assim aptos a entrar no caminho da adoração a Deus.
 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

COMO NÃO FAZER A OBRA

Deus colocou na Bíblia uma variedade enorme de acontecimentos e de comportamentos humanos para nos podermos rever e aprender com eles. O exemplo deles aperfeiçoa a nossa conduta para com Deus e para com as coisas de Deus: Nós, que somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos (Efésios 2:10). Vamos aprender como não fazer a obra de Deus com estes dois exemplos que temos, primeiro com o rei David em 1Crónicas e depois o do rei Saul em 1Samuel. O rei David era um homem “segundo o coração de Deus”, mas tropeçou algumas vezes devido ao facto de ser um homem falível, nem mais nem menos do que qualquer um de nós: Davi e todos os israelitas foram a Baalá, que é Quiriate-Jearim, em Judá, para buscar a arca de Deus, o SENHOR, que tem o seu trono entre os querubins; a arca sobre a qual o seu nome é invocado. Da casa de Abinadabe levaram a arca de Deus num carroção novo, conduzido por Uzá e Aiô. Davi e todos os israelitas iam dançando e cantando com todo o vigor diante de Deus, ao som de harpas, liras, tamborins, címbalos e cornetas. Quando chegaram à eira de Quidom, Uzá esticou o braço e segurou a arca, porque os bois haviam tropeçado. A ira do SENHOR acendeu-se contra Uzá, e ele o feriu por ter tocado na arca. Uzá morreu ali mesmo, diante de Deus. Davi ficou contrariado porque o SENHOR, em sua ira, havia fulminado Uzá. Até hoje aquele lugar é chamado Perez-Uzá. Naquele dia Davi teve medo de Deus e se perguntou: “Como vou conseguir levar a arca de Deus?” Por isso desistiu de trazer a arca para a Cidade de Davi. Em vez disso, levou-a para a casa de Obede-Edom, de Gate. A arca de Deus ficou na casa dele por três meses, e o SENHOR abençoou sua família e tudo o que possuía. (1Crónicas 13:6 a14). Que fez David de errado? Percebo que se David estivesse a transportar a arca de Deus segundo a indicação e direcção de Deus, Uzá nunca teria caído fulminado e a pergunta de como conseguiria afinal transportar a arca e o consequente abandono de o fazer, não se colocaria. David foi fazer o obra de Deus à sua maneira, sem consultar Deus de como deveria realizá-la. Quantas vezes nos convencemos que estamos a fazer a obra de Deus, a fazer a vontade de Deus mas é a nossa vontade que prevalece, o nosso modo de fazer o que queremos como queremos: “Então não estamos a falar de Jesus, a falar a Palavra, a levar carinho e amor às pessoas?” Por incrível que nos pareça, muitas vezes, Deus não nos manda fazer nada disso. Queremos por vezes, que Deus se esqueça dos nossos "pecadilhos" e desvie o Seu olhar para o bem que estamos a fazer em seu nome. Por isso não o consultamos previamente. David também decidiu o dia e a hora para transportar a arca; decidiu como a transportariam e quem seriam os homens a fazê-lo. Tudo isso sem consultar Deus. As consequências dessa desobediência já sabemos quais foram. Temos é de aprender com as nossas, olhando para o exemplo que Deus fez de David. Aprendi também com este episódio, que Obede-Edom de Gate foi abençoado por três meses, enquanto que David e Uzá não o foram. Isto é: podemos abençoar os outros enquanto que nós não o somos, quando fazemos uma obra que Deus não nos mandou fazer. Mas quando reconhecemos o erro e clamamos a Deus por perdão, querendo fazer o que é certo aos Seus olhos, Ele nunca nos deixa sem resposta e de mãos vazias: Em seguida Davi convocou os sacerdotes Zadoque e Abiatar, os levitas Uriel, Asaías, Joel, Semaías, Eliel e Aminadabe, e lhes disse: “Vocês são os chefes das famílias levitas; vocês e seus companheiros levitas deverão consagrarse e trazer a arca do SENHOR, o Deus de Israel, para o local que preparei para ela. Pelo fato de vocês não terem carregado a arca na primeira vez, a ira do SENHOR, o nosso Deus, causou destruição entre nós. Nós não o tínhamos consultado sobre como proceder”. Então os sacerdotes e os levitas se consagraram para transportar a arca do SENHOR, o Deus de Israel. E os levitas carregaram a arca de Deus apoiando as varas da arca sobre os ombros, conforme Moisés tinha ordenado, de acordo com a palavra do SENHOR. (1Crónicas 15:11 a 15). Não é qualquer um que poderá fazer a obra de Deus. A pessoa tem de estar com a sua vida exposta no altar de Deus para receber da unção de Deus e realizar o que Deus quer que se faça. Isto é a pessoa tem de se consagrar a Deus. Deus tinha decretado que a arca teria de ser carregada com varas nos ombros de levitas consagrados a Ele e nunca num carroção conduzido por Uzá e Aiô que nem consagrados estavam. Assim diz o SENHOR: “Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do SENHOR.(Jeremias 17:5), por isso Uzá pagou com a própria vida e David ficou desmoralizado. Fico assim convencida de que sem santidade, sem a orientação do próprio Deus não se pode fazer a obra e nem vai fluir a unção.


Outra maneira errada de se fazer a obra de Deus é a que encontramos no exemplo do rei Saul, quando o Senhor o mandou à guerra contra os amalequitas. Neste episódio de 1Samuel 15, o Senhor manifestou claramente ao rei Saul a Sua vontade e deu-lhe instruções muito precisas. O rei Saul demonstrando uma grande falta de zelo em cumprir a vontade de Deus, decidiu fazer a obra à sua maneira. Deus mandou o profeta Samuel admoestar o rei Saul: Quando Samuel o encontrou, Saul disse: “O SENHOR te abençoe! Eu segui as instruções do SENHOR”. A falta de zelo muitas vezes está a encobrir o orgulho, a vaidade, a preguiça, a mentira, a hipocrisia, a religiosidade. Samuel, porém, perguntou: “Então que balido de ovelhas é esse que ouço com meus próprios ouvidos? Que mugido de bois é esse que estou ouvindo?” Respondeu Saul: “Os soldados os trouxeram dos amalequitas; eles pouparam o melhor das ovelhas e dos bois para sacrificarem ao SENHOR, o teu Deus, mas destruímos totalmente o restante”. Saul era o rei e ficou-lhe mal desculpar-se com os actos dos seus soldados quando ele mesmo ordenou que os fizessem: Samuel disse a Saul: “Fique quieto! Eu lhe direi o que o SENHOR me falou esta noite”. Respondeu Saul: “Dize-me”. E Samuel disse: “Embora pequeno aos seus próprios olhos, você não se tornou o líder das tribos de Israel? O SENHOR o ungiu como rei sobre Israel e o enviou numa missão, ordenando: ‘Vá e destrua completamente aquele povo ímpio, os amalequitas; guerreie contra eles até que os tenha eliminado’. Por que você não obedeceu ao SENHOR? Por que se lançou sobre os despojos e fez o que o SENHOR reprova?” Disse Saul: “Mas eu obedeci ao SENHOR! Cumpri a missão que o SENHOR me designou. Trouxe Agague, o rei dos amalequitas, mas exterminei os amalequitas. Os soldados tomaram ovelhas e bois do despojo, o melhor do que estava consagrado a Deus para destruição, a fim de os sacrificarem ao SENHOR seu Deus, em Gilgal”. Samuel, porém, respondeu: “Acaso tem o SENHOR tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria. Assim como você rejeitou a palavra do SENHOR, ele o rejeitou como rei”. (1Samuel 15:13 a 23). Saul não levou as ordens de Deus a sério e pensou que também poderia ter alguma glória para si, por isso não matou o rei dos amalequitas para que ele pudesse assistir aos festejos da sua vitória. Cobiçou o melhor dos despojos com o pretexto de os oferecer a Deus. Quem tentou o coração do rei Saul é o mesmo que tenta o nosso hoje em dia. Satanás é o poço onde a nossa carne vai buscar água. É ele quem incentiva o nosso orgulho a manifestar-se e é também o pai da mentira. Esta lição é muito importante. Que Deus nos guarde de querermos a glória para nós ao fazermos a Sua obra. Que Deus nos guarde de tentarmos fazer a Sua obra carnalmente, na força do nosso braço. Que Deus nos mantenha de rosto em terra com temor e tremor.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

SALMO 11

1 Em Jeová me refugio.
Como então vocês podem dizer-me:
“Fuja como um pássaro para os montes”?
2 Vejam! Os ímpios preparam os seus arcos;
colocam as flechas contra as cordas
para das sombras as atirarem nos rectos de coração.
3 Quando os fundamentos
estão sendo destruídos,
que pode fazer o justo?


 4 Jeová está no seu santo templo;
o Jeová tem o seu trono nos céus.
Seus olhos observam;
seus olhos examinam os filhos dos homens.
5 O Jeová prova o justo,
mas o ímpio e a quem ama a injustiça,
a sua alma odeia.
6 Sobre os ímpios ele fará chover
brasas ardentes e enxofre incandescente;
vento ressecante é o que terão.
7 Pois o Jeová é justo, e ama a justiça;
os rectos verão a sua face.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

MORTOS PARA O PECADO

Gosto muito do capítulo 6 de Romanos. Neste capítulo reforço o conhecimento de que verdadeiramente nasci de novo e o que isso representa para mim. As questões que envolvem a nossa antiga natureza pecaminosa e o pecado em si mesmo, muitas vezes afastam-nos da simplicidade do evangelho. Mas o capítulo 6 de Romanos é como uma lâmpada que nos ilumina e nos direcciona no bom caminho: Se dessa forma fomos unidos a ele (Jesus Cristo) na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição. Pois sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado seja destruído , e não mais sejamos escravos do pecado; pois quem morreu, foi justificado do pecado.(Romanos 6:5,6). O que significam estes dois versículos? Isto então quer dizer que não vamos pecar mais? Como isto pode ser se eu ainda tenho dentro de mim pensamentos e desejos que eu agora sei que desagradam a Deus? Como diz o apóstolo Paulo: ...tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. (Romanos 7:18,19). Romanos 6 não diz que o pecado morre, antes diz que, o nosso “velho homem”, a nossa antiga natureza pecaminosa foi crucificada na cruz, por Jesus que morreu pelos nossos pecados. Assim sendo devemos considerar-nos mortos para o pecado. Muitas vezes seremos tentados e algumas vezes esse “velho homem” aparecerá de rompante. Isso faz-nos confusão. Como podemos ser novas criaturas e esse “velho eu” ainda se manifestar? Nós devemos consideramo-nos mortos para ele: Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus desejos. (versículo12).Ele continua lá mas nós com a liberdade de escolha e com a ajuda e o poder do Espírito Santo, temos à nossa disposição uma nova escolha muito melhor. A escolha de agir de acordo com o que Deus nos mostra que é bom e certo. Não devemos fugir do que o Espírito Santo nos queira mostrar sobre o que precisa de mudar nos nossos caracteres e sobre o que fazemos de errado, pois é Ele que nos convence do pecado (João 16:8). Não devemos ter medo de que Ele examine os nossos corações e nos confronte com a Sua palavra: Mas, graças a Deus, porque, embora vocês tenham sido escravos do pecado, passaram a obedecer de coração à forma de ensino que lhes foi transmitida. Vocês foram libertados do pecado e tornaram-se escravos da justiça.(versículos 17,18). Não me posso conformar com o pecado, não posso fingir que não sei o que está escrito e aprendi na Bíblia sobre o pecado e não posso arranjar justificações para pecar ou continuar a pecar, uma vez que alcancei o conhecimento dele: Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna. (versículo 22).

sexta-feira, 10 de junho de 2011

EU É QUE DECIDO!

No mundo todo havia apenas uma língua, um só modo de falar. Saindo os homens do Oriente, encontraram uma planície em Sinear e ali se fixaram. Disseram uns aos outros: “Vamos fazer tijolos e queimá-los bem”. Usavam tijolos em lugar de pedras, e piche em vez de argamassa. Depois disseram: “Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra”. O SENHOR desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo. E disse o SENHOR: “Eles são um só povo e falam uma só língua, e começaram a construir isso. Em breve nada poderá impedir o que planejam fazer. Venham, desçamos e confundamos a língua que falam, para que não entendam mais uns aos outros”. Assim o SENHOR os dispersou dali por toda a terra, e pararam de construir a cidade. Por isso foi chamada Babel, porque ali o SENHOR confundiu a língua de todo o mundo. Dali o SENHOR os espalhou por toda a terra. (Genesis 11:1 a 9)

Quando duas pessoas não se entendem numa conversa, muitas vezes dizem: “Não falamos a mesma língua”. São mais do que óbvias as tentativas que a humanidade faz para falar uma língua que seja comum à maioria, para que os seus planos e negócios sejam levados àvante e concretizados. Isso é o que relata este episódio de Genesis e desde esse tempo até aos dias de hoje nada mudou. Somos o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. O bem e o mal; o certo e o errado visto pelo nosso prisma. Queremos decidir e resolver tudo o que diz respeito às nossas vidas, sem consultar Deus. As guerras, a fome, a miséria são algumas das consequências dessas decisões. E Deus quer que aconteçam porque Ele nos deu liberdade para escolhermos. Quanto mais decidimos de acordo com os nossos raciocínios, mais nos afastamos do que Deus aconselha: Não sejam sábios aos seus próprios olhos. (Romanos 12:16b). Deus nunca os mandou se fixarem na planície de Sinear e construírem uma cidade. Mas eles decidiram fazer o contrário. Eles queriam ficar juntos enquanto Deus queria espalhá-los pelo mundo. Eles queriam fixar-se num lugar, enquanto Deus os queria a viverem em tendas e a povoarem o mundo todo. Com os seus raciocínios e com os talentos que Deus lhes deu, iniciaram a construção de uma cidade e de uma torre. Essa torre supostamente chegaria aos céus, orgulhosamente, para provarem a Deus que também são capazes de fazer algo grandioso sem a Sua ajuda. E assim somos nós ainda. Sempre convencidos que não precisamos de Deus nas nossas vidas. As nossas invenções e descobertas científicas marginalizam ou substituem Deus. Essa é a maior expressão de orgulho que podemos ter e foi exactamente o que os homens que construíam a torre de Babel pensaram também: Somos capazes de grandes feitos sem a ajuda de Deus. Aliás vamos até “bater-lhe à porta” porque esta torre vai chegar aos céus. Ou o vaivém há-de ir até Marte, a Lua já está conquistada, os oceanos explorados, a terra desbravada. Tudo feito a partir dos nossos esboços, raciocínios, engenhos e esforços. Somos importantes! Na verdade os homens de Genesis 11, só tinham a promessa de Deus para as suas vidas e tiveram medo de colocar a sua fé nela. Essa é a mesma dificuldade dos dias de hoje. As pessoas têm “fé” na ciência e em teorias científicas, têm “fé” no dinheiro e no que ele lhes poderá proporcionar, têm “fé” nos médicos, têm “fé” nas carreiras profissionais, etc. Mas não têm fé em Deus. Quanto mais importantes se acham menos querem saber de Deus: E são as Escrituras que testemunham a meu respeito; contudo, vocês não querem vir a mim para terem vida. (João 5:39b,40; O conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica. Quem pensa conhecer alguma coisa, ainda não conhece como deveria. Mas quem ama a Deus, este é conhecido por Deus. (1Coríntios 8:1b a 3); Mas ele nos concede graça maior. Por isso diz a Escritura: “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes”. (Tiago 4:6). E foi o que aconteceu lá, na planície de Sinear! Deus confundiu a língua deles e já ninguém se entendia. Os planos de construção da cidade esvaíram-se. Tornaram-se estranhos uns para os outros. E Deus conduziu-os ao Seu plano inicial, de espalhá-los pelo mundo todo, para o povoarem. Onde está o sábio? Onde está o erudito? Onde está o questionador desta era? Acaso não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? (1Coríntios 1:20)

SERÁ QUE O APÓSTOLO PAULO ESTAVA A MENTIR?

Em breve o Deus da paz esmagará Satanás debaixo dos pés de vocês. (Romanos 16:20)

Quem é este ser que o apóstolo Paulo se estava a referir? Só pode ser o antigo querubim ungido, a antiga serpente, o diabo. Não pode ser outro! O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, falou esta palavra aos cristãos de Roma. Quando Paulo os animou com estas palavras, onde estava Jesus Cristo? Jesus Cristo já tinha sido crucificado e ressuscitado e já estava nos céus à direita de Deus Pai a interceder por nós, como faz até hoje. Para aqueles que dizem que satanás já está sem poder para intervir na vida das pessoas, pergunto: Estará Paulo a mentir ao dizer o contrário? Paulo afirma “O Deus da paz esmagará”, não que esmagou; “Debaixo dos pés de vocês”, dos pés de quem? Não serão os pés de todos aqueles que lerem esta carta, inclusive nos dias de hoje? Jesus Cristo derrotou satanás na cruz do Calvário! Eu creio nisso. Inclusive, satanás e seus demónios estão condenados à perdição eterna! Também creio nisso. Mas será esmagado por Deus, porque ainda está solto: Ele (Jesus) respondeu: “Aquele que semeou a boa semente é o Filho do homem. O campo é o mundo, e a boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno, e o inimigo que o semeia é o Diabo. A colheita é o fim desta era, e os encarregados da colheita são anjos. (Mateus 13:37 a 39). Para mim está muito claro que os filhos do Reino são todos aqueles que entregaram as suas vidas ao Senhor Jesus e o seguem. Os filhos do Maligno (que Jesus nestes versículos explica claramente que o Maligno é o diabo ou satanás), são todos aqueles que não entregaram as suas vidas para Jesus Cristo. Ele ainda está solto, para semear o joio, que é uma pessoa parecida com um cristão, sem o ser. Até se poderá considerar um cristão mas não acredita na plenitude e na totalidade da palavra de Deus, que é a Bíblia. Se satanás não pode intervir na vida e nas circunstâncias que cercam as pessoas, de onde vêem as tentações? “Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mateus 26: 41). Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno. (1João 5:19). Satanás age nas nossas vidas e as nossas carnes são coniventes com ele, desde que nascemos. Satanás é tão influente na mente das pessoas que as convence de que ele próprio nem existe. E isto acontece tanto com crentes como com descrentes. Quando isso acontece, a pessoa fica em “maus lençóis”, porque satanás não é para brincadeiras. Ele só está neste mundo para roubar, matar e destruir (João 10:10). E a quem vai ele roubar, matar e destruir? Certamente que não é a Deus! Os anjos já fizeram as suas escolhas; então só sobramos nós. Os que estamos vivos para decidirmos se queremos o caminho da perdição eterna ou o caminho da vida eterna ao lado de Deus. Não se iluda! Peça sabedoria a Deus para se defender das obras do mal: Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida. (Tiago 1:5). Não negue o poder do Nome de Jesus e leia com vontade o que Jesus praticou e ensinou aos seus discípulos. Você é também um discípulo de Cristo? Pensa mesmo que Jesus o deixaria desarmado e desprotegido na batalha contra satanás e seus demónios? Se nunca pensou nisto, por favor, leia o livro de Actos dos Apóstolos com muita vontade de aprender e peça sabedoria e discernimento a Deus em oração, em NOME DE JESUS!

domingo, 5 de junho de 2011

DEUS MUDOU?


“No dia em que o SENHOR lhes falou do meio do fogo em Horebe, vocês não viram forma alguma. Portanto, tenham muito cuidado, para que não se corrompam fazendo para si um ídolo, uma imagem de alguma forma semelhante a homem ou mulher, ou a qualquer animal da terra, a qualquer ave que voa no céu, a qualquer criatura que se move rente ao chão ou a qualquer peixe que vive nas águas debaixo da terra. E para que, ao erguerem os olhos ao céu e virem o sol, a lua e as estrelas, todos os corpos celestes, vocês não se desviem e se prostrem diante deles, e prestem culto àquilo que o SENHOR, o seu Deus, distribuiu a todos os povos debaixo do céu. (Deuteronômio 4:15 a 19)

Esta passagem de Deuteronômio é muito importante. Podemos encontrar muitas mais que alertam o ser humano contra o perigo do pecado da idolatria. Isto para quem estiver mínimamente interessado em saber o que agrada e o que desagrada profundamente a Deus. A Bíblia tem cerca de trinta e um mil versículos escritos em dois testamentos, que Deus nos deixou para sabermos claramente qual a Sua vontade para todos os homens, a saber: Adorem-me e obedeçam-me! Essa é a vontade de Deus. Como nunca ninguém viu Deus Todo Poderoso também não se poderá, por Sua ordem, fazer, construir, modelar, fabricar, esculpir, pintar um ídolo com forma humana ou outra forma encontrada na criação e muito menos curvar-se a ele. Parece fácil sobretudo para quem se diz de Deus mas vejamos a dificuldade que encontramos, na devoção das pessoas, em obedecerem a Deus e aos Seus mandamentos. Deus diz: Ame o SENHOR, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. (Deuteronômio 6:5,6). Parece uma insistência absurda, porque todas as pessoas sabem muito bem quais são os dois primeiros dos dez mandamentos de Deus. “Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o SENHOR, o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelo pecado de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até mil gerações os que me amam e obedecem aos meus mandamentos. (Deuteronômio 5:8,9); Mas se os sabem (os mandamentos), porque então insistem na desobediência? Não sigam outros deuses, os deuses dos povos ao redor; pois o SENHOR, o seu Deus, que está no meio de vocês, é Deus zeloso (Deuteronômio 6:14,15); Provocaram-me os ciúmes com aquilo que nem deus é e irritaram-me com seus ídolos inúteis. (Deuteronômio 32:21);”Não adorem outros deuses, não se inclinem diante deles, não lhes prestem culto nem lhes ofereçam sacrifício.(2Reis 18:35b); Os ídolos deles, de prata e ouro,são feitos por mãos humanas. Têm boca, mas não podem falar, olhos, mas não podem ver; têm ouvidos, mas não podem ouvir, nariz, mas não podem sentir cheiro; têm mãos, mas nada podem apalpar, pés, mas não podem andar; e não emitem som algum com a garganta. Tornem-se como eles aqueles que os fazem e todos os que neles confiam. Confie no SENHOR, ó Israel! Ele é o seu socorro e o seu escudo. Confiem no SENHOR, sacerdotes! Ele é o seu socorro e o seu escudo. Vocês que temem o SENHOR, confiem no SENHOR! Ele é o seu socorro e o seu escudo. (Salmo115:4 a11) Pergunto-me assim: Será que as pessoas que vão oferecer sacrifícios à imagem de Fátima sabem que estão a desobedecer a Deus? Quando se curvam à imagem dela estão a prestar culto a quem? Certamente que a Deus não é! Quando se sujeitam a ficar com os pés e os joelhos com bolhas e feridas, pensam mesmo que estão a agradar a Deus? Deus diz na Bíblia: Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne. (Colossenses 2:23); Quando dirigem as suas rezas a qualquer imagem seja de homem seja de mulher, fazendo-os de intermediários, contrariando totalmente o mandamento e o ensino de Deus (só Jesus Cristo é o ÚNICO mediador entre Deus e os homens – 1Timóteo 2:5), pensam que Deus as ouve? Quando “veneram” uma imagem de uma mulher com uma criança no colo, pensam mesmo que estão a fazer o que é certo aos olhos de Deus? Quando levantam altares a essas imagens, venerando-as com as suas rezas, as suas promessas, levando-lhes solenemente os seus sacrifícios, flores e acendendo velas, pensam mesmo que são diferentes daquelas pessoas que Deus acusa, como por exemplo em Jeremias 7:16 a 19: “E você, Jeremias, não ore por este povo nem faça súplicas ou pedidos em favor dele, nem interceda por ele junto a mim, pois eu não o ouvirei. Não vê o que estão fazendo nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém? Os filhos ajuntam a lenha, os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa e fazem bolos para a Rainha dos Céus. Além disso, derramam ofertas a outros deuses para provocarem a minha ira. Mas será que é a mim que eles estão provocando?”, pergunta o SENHOR. “Não é a si mesmos, para a sua própria vergonha?” Você pensa que com práticas semelhantes a estas, é diferente destas pessoas a quem Deus se estava a referir?Já agora, pense comigo, quem é a actual rainha dos céus? Se não será aquela a quem chamam “mãe de Deus”, como se Deus alguma vez tivesse tido uma mãe! Repetem frases sem pensarem no que dizem: Maria é mãe de Jesus, Jesus é Deus, logo Maria é mãe de Deus. Certo? Errado! Leia o que Jesus disse em oração ao Pai: E agora, Pai, glorifica-me junto a ti, com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse. (João 17:5) Se Deus tivesse tido Maria como mãe então Maria é quem era Deus, o que até, diga-se de passagem, já faltou mais, a meio de tanta devoção, e altar levantado. Será que os “sacerdotes” que ensinam e perpetuam essas práticas idólatras não lêem a Bíblia? Pergunto novamente, será que Deus mudou? No Antigo Testamento no livro de Malaquias 3:6, Deus é peremptório: “De fato, eu, o SENHOR, não mudo”. Se você leu este texto até aqui e pratica ainda essas coisas e tomou agora conhecimento de que essas práticas aos olhos de Deus são abomináveis, quem pensa você que tem de mudar? Persevere a ler a Bíblia para não ser enganado (a) e levado a praticar actos que desagradam profundamente a Deus. Você pode dirigir-se directamente a Deus, através do Nome de Jesus, depois de se arrepender dos seus pecados verdadeiramente. Jesus é quem se sacrificou por si na cruz, para lhe dar acesso a Deus Pai. Você tem esse direito após ter entregue a sua vida para Jesus Cristo. Não precisa das “cunhas” de ninguém para ser ouvido por Deus e muito menos de imagens representativas de pessoas boas e “santas” ou da suposta “mãe de Deus”, o que é uma heresia. Nunca se esqueça que o diabo ou satanás também tem poder para operar milagres, afinal ele continua a ser um anjo, e os dons de Deus são irrevogáveis.
O pecado da idolatria mascara-se de muitas formas, para enganar todos aqueles que não lêem e não se fundamentam unicamente na Palavra de Deus que é a Bíblia. E vão atrás de doutrinas que os afastam da Verdade. Satanás a partir da Bíblia, recriou inúmeras doutrinas que vão ao encontro de muitas expectativas e gostos. Uma delas é dizer que Jesus é um deus, mas não é o próprio Deus. Muitos dos que se dizem “cristãos” são seguidores desta doutrina, o que para mim constituí um paradoxo. Entretanto vamos analisar o seguinte: Se Jesus Cristo é só um deus (com letra pequena) e não é o verdadeiro Deus porque permitiu Ele ser adorado pelas pessoas? A Bíblia é muito clara quando ensina que devemos adorar só e unicamente a Deus, com todas as nossas forças, de toda a nossa alma e com todo o nosso entendimento. Porque permitiu então Jesus que o adorassem se não fosse Ele, o próprio Deus que se fez carne? Depois que Jesus nasceu em Belém da Judéia, nos dias do rei Herodes, magos vindos do oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram: “Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo”. (Mateus 2:1,2) Adoraram Jesus logo à nascença. Um leproso, aproximando-se, adorou-o de joelhos e disse: “Senhor, se quiseres, podes purificar-me!” (Mateus 8:2) A mulher veio, adorou-o de joelhos e disse: “Senhor, ajuda-me!” (Mateus 15:25) Jesus ouviu que o haviam expulsado, e, ao encontrá-lo, disse: “Você crê no Filho do homem?” Perguntou o homem: “Quem é ele, Senhor, para que eu nele creia?” Disse Jesus: “Você já o tem visto. É aquele que está falando com você”. Então o homem disse: “Senhor, eu creio”. E o adorou. Disse Jesus: “Eu vim a este mundo para julgamento, a fim de que os cegos vejam e os que vêem se tornem cegos”. (João 9:35 a 39) Jesus também tinha autoridade para perdoar pecados e isso é algo que só Deus pode fazer: Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os seus pecados estão perdoados”. Estavam sentados ali alguns mestres da lei, raciocinando em seu íntimo: “Por que esse homem fala assim? Está blasfemando! Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus?” (Marcos 2:5 a7) Mais uma vez eu acredito: Deus não muda! É pela fé que acredito num Deus trino. Deus Uno que se manifesta em três personalidades, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Cada um tem três missões diferentes, mas todos têm a mesma essência, a mesma natureza divina. Acredito assim que não estou a cometer o pecado da idolatria, ao adorar Jesus Cristo. Ele próprio incentiva a que o adoremos, se não, essa adoração não estaria tão explícita e tão clara no Novo Testamento. Na verdade o Novo Testamento só existe porque o Senhor Jesus veio ao mundo realizar uma missão divina que só Deus poderia realizar. Jesus nunca pecou e o Seu sangue puro redimiu-nos dos nossos pecados na cruz do Calvário. As pessoas que acreditam que Jesus é um deus e nada mais, ao o adorarem, ao lhe prestarem homenagem (saiba que homenagem significa jurar fidelidade a um soberano e não é só uma forma de respeito como muitos pensam), estão a pecar! Então quando se lê em algumas traduções bíblicas (bastante discutíveis) que não estão a adorar a Jesus mas simplesmente lhe prestam homenagem, estão de facto a jurar fidelidade a um soberano, e esse “jesus” para algumas pessoas não passa de um arcanjo. Assim sendo estão a cometer o pecado da idolatria ao homenagear um arcanjo. Para aqueles que dizem seguir Jesus, através da Bíblia e ainda assim não acreditam na Trindade e dizem que Jesus é simplesmente um deus, também estão a violar o primeiro mandamento de Deus e a cometer o pecado da idolatria. Porque se escreveria um Testamento Novo para contar a história de um deus ou de um deus arcanjo e assim ele ganhar tanto protagonismo, tanta adoração, homenagem e devoção? A Bíblia diz que Deus não é um Deus de confusão! O cristianismo aparece com os discípulos de Cristo, os que entregam as suas vidas a Jesus Cristo e se convertem à Sua doutrina. Pela fé, ao entregar a minha vida a Jesus Cristo, estou a entregar-me e a render-me a Deus. É pela fé que sou cristã. É pela fé que creio que Jesus Cristo é o próprio Deus, como está escrito em Filipenses 2: 5 a Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. A quantos Senhores podemos entregar as nossas vidas para nos salvarmos da perdição eterna? E quantos Senhores passaremos a ter depois de o fazermos?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

SOU UMA NOVA CRIATURA
 

 Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! (2 Coríntios 5:17)

Deus muitas vezes fala ao meu coração com um versículo bíblico e revela-me algo acerca dele. Sei que um versículo contém mistérios infindáveis, mas Deus pelo Seu Espírito Santo, revela-me por vezes o que Ele considera necessário eu saber. Mais um pedacinho de entendimento adequado ao momento que estou a viver. Quando passei a reger a minha conduta moral pela ética cristã (pelo que Jesus Cristo ensina e o Espírito Santo me revela e convence), percebo que muita coisa mudou em mim. Aliás, é essa a ideia de ser uma nova criatura estando em Cristo! Vou dar um exemplo: Antigamente uma mentira, para mim, tinha diversos “graus” de maldade. Claro que eu sabia que mentir era errado, mas “dentro” do erro havia complexidades que atenuavam a gravidade da mentira. Uma mentirinha para não aturar alguém num momento em que não me apetecesse conversas e não ser antipática, não era a mesma coisa que mentirem-me para não me convidarem para uma festa. Essa era muito mais grave para mim. Ou seja havia justificativas válidas e até sensatas, para agir como eu agia e havia sempre más intenções nos outros para agirem como agiam. Se eu tinha conhecimento que alguém andava a enganar o marido ou esposa ou o namorado (a) e comportava-me em frente ao enganado (a) como se nada soubesse, já estava a acrescentar à mentira a hipocrisia. Isso é quando um abismo leva a outro abismo, como diz Deus, ou seja um pecado nunca vem só. A tendência é falar do caso nas costas da pessoa lesada, convencida que estaria a poupar mais agruras a essa pessoa. Na verdade estava só a poupar a minha mísera reputação: “Que venha a descobrir por outro e não por mim, porque depois fazem as pazes e quem fica mal vista sou eu”. Todos sabemos que em algum momento procedemos assim e até pensamos que isso é certo e sensato. Essa “moral” é extremamente relativa e egoísta (outro pecado). Só quando somos nós os enganados é que percebemos como é grande essa mentirinha e como ficamos feridos com a hipocrisia que reconhecemos nos outros. É fácil de reconhecer os pecados dos outros porque nós também os temos. É como se nos víssemos numa fotografia, reconhecemos logo os nossos traços. Até podemos dizer que o outro é muita mais egoísta, mais invejoso, orgulhoso, cínico, prepotente, vaidoso, bêbado, adúltero, mentiroso, hipócrita do que nós somos. E que até temos qualidades que compensam os nossos defeitos. É a moral “com o mal dos outros posso eu bem”. Quem não conhece este jargão mundano? Mas sabemos que essa falsa moral pretende unicamente proteger os nossos egos e a maior parte das vezes nem isso consegue. Existe uma lei eterna que todas as pessoas conhecem e ás vezes fingem não conhecer, mesmo as pessoas que não querem saber de Deus, que diz o seguinte: O que o homem semear, isso também colherá.(Gálatas 6:7b) A justiça de Deus também é conhecida por quem não é de Deus! Muitas das leis que regem a sociedade são baseadas nela. Você reconhece os pecados nos outros porque eles estão em si também; sabe que são pecados porque reconhece o mal neles, logo já está a fazer uma avaliação moral, um juízo moral do comportamento dos outros e ainda assim insiste em relativizá-los quando chega a sua vez de os manifestar. É aí que aquele versículo que abriu este texto, começa a revelar-se para mim e para si que me acompanha agora: Como sou uma nova criatura em Cristo adquiro uma nova moral, um novo comportamento. A antiga maneira de pensar e de agir não pode prevalecer. O que se fez de novo foi a vontade e a necessidade de agradar a Deus. De me afastar do que Deus diz que é errado. Deixar de querer só agradar a mim própria e relativizar o que sei que é certo ou errado. Porque Deus deu-nos dons suficientes para o fazermos. A si também! A fé que eu tive para entregar a minha vida a Jesus Cristo é a fé que qualquer pessoa tem à sua disposição para fazer o mesmo. Não há uns mais beneficiados do que outros porque: “...justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem. Não há distinção...” (Romanos 3:22)
Você pode crer em Jesus Cristo se quiser. Na Sua justiça, Deus concedeu-lhe liberdade de escolha, portanto trata-se de uma decisão e você já tem fé para a tomar. Acredite porque é verdade. Já ouvi de várias pessoas: “Não tenho a fé que tu tiveste para dar esse passo!”. Isso é mentira! Deus não faz excepção de pessoas! Deus quer que todos se salvem, mas Deus deu a possibilidade de escolha ao ser humano, liberdade, ninguém é obrigado a seguir Jesus. Você é livre para O seguir! Depois a fé para andar no caminho vem quando conhecemos quem nos ajuda a andar nele. Não podemos obedecer a um Deus que não se conhece e com quem não se tem experiências vividas. A fé é um dom que vem de Deus para nós! É um instrumento para alcançar e para andar no caminho de Jesus. Imagine que o (a) convidaram para um jantar, uma pessoa por quem você está muuuuuuito interessado (a). Você toma um banho, depois perfuma-se, escolhe cuidadosamente a roupa que quer usar, enfim gasta no mínimo umas duas horas para se aperaltar em frente ao espelho. Quer criar uma óptima impressão no outro, não é assim? Com Jesus não precisa de nada disso. A vantagem é que Ele conhece-nos melhor do que nós próprios nos conhecemos e sabe exactamente o que precisamos de mudar e ajuda-nos SEMPRE. Ele diz: Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo (Apocalipse 3:20). Isto se você quiser abrir a porta para Ele! Entende agora que a decisão é sua? Eu penso assim: Uma ceia é muito mais íntima do que um jantar, não lhe parece? Basta dizer: Entra Jesus, vem cear comigo. Eu arrependo-me de todo o mal que já fiz, para poder estar na Tua Presença maravilhosa ao pequeno-almoço também. Ajuda-me daqui para a frente a não me desviar do Teu caminho e ajuda-me a entender a Tua Palavra, a Bíblia, para eu a poder praticar. Perdoa-me não te ter convidado a entrar na minha vida à mais tempo, reconheço que fui orgulhoso (a) mas agora quero mudar. Obrigado pelo teu amor demonstrado por mim na cruz do Calvário e revela-me a grandeza desse sacrifício que fizeste para me salvar da perdição eterna. Obrigado Senhor Jesus. Amém.







domingo, 29 de maio de 2011


ESTA É A VIDA QUE EU SONHEI TER?
“Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam.” (Mateus 7: 2)
Este é um mandamento que Jesus Cristo nos deu, muito lindo, mas muito difícil de cumprir. Jesus não nos deixa assim, estagnar no nosso egoísmo. Temos de ir ao encontro dos outros com a orientação do Espírito Santo, e não esperar que os outros venham até nós. Temos de ser os primeiros a convidar, a telefonar, a marcar um encontro, enfim, de cultivar o verdadeiro amor de Jesus Cristo, que é divulgar a Sua mensagem. Porque será que Jesus o tornou um mandamento? Porque ele implica mudança de vida e transformação do nosso carácter. Implica “nascer de novo” e passar a fazer as coisas à moda de Deus. Por princípio todos estamos de acordo com esse mandamento e até nos propomos a cumpri-lo, desde que: seja dentro do tempo que nos sobra; dentro de certos limites impostos por nós; dentro daquilo que achamos razoável; desde que seja feito à nossa maneira! Mas Deus diz que não pode ser assim. Agora somos diferentes, tornámo-nos filhos de Deus, porque alguém se chegou a nós e fez por nós o que fizeram por ele. Somos por natureza indivíduos insatisfeitos, sempre à procura do melhor, do ideal e temos uma facilidade enorme de atribuirmos a culpa aos outros, quando estas coisas não acontecem na nossa vida. Quem não teve já o melhor amigo da infância ou da adolescência? Ou da escola, do liceu, da tropa, ou do trabalho? Era mesmo o melhor ou era o que estava mais à mão? Se era o melhor para aquela época, porque não é o melhor para si agora. Assim quem mudou, você, ele ou ambos? Será que essas amizades não estão mais ao seu serviço do que outra coisa? Segredava-lhe tudo e agora já não confia nela? O que a mantém longe? A falta de assunto de conversa? Não querer ouvir o que o outro lhe tem para dizer? Os seus interesses mudaram? Porque os amigos crescem e falam mais de doenças, desgostos, e disso você tem medo e está farto? E claro você também se diz tão ocupado, tão cheio de afazeres que lhe sobra só algum tempo para ver um pouco de televisão e cair no sono porque “tem de se levantar cedo para ir trabalhar”, ou outra desculpa qualquer. Isto quando não fica a remoer ânsias numa insónia. E depois também pensa que se for para falar de política não se muda nada, para falar de futebol não acrescenta nada, religião nem pensar porque cada um tem o seu deus e não se fala mais nisso. Será que o vazio que sente na sua vida não o leva a querer expor-se em frente aos outros, ou é, porque não quer saber dos vazios deles e perceber que estão todos juntos na mesma falta de esperança? É mesmo esta a vida que eu sonhei ter? Já percebeu porque Jesus nos manda fazer aos outros, o que gostaríamos que fizessem por nós? Quando você tem algo especial na sua vida não gosta de compartilhar isso com os seus amigos? Se Jesus o curou de alguma doença, de algum trauma, de algum vício, não será isso mais do que suficiente para querer testemunhar aos seus amigos, familiares e depois aos desconhecidos? Afinal eles também, como você, precisam de esperança e soluções para a vida deles. É por essa razão que Jesus Cristo não nos deixa ficar indiferentes, parados, egoístas e nos ensina andar no Seu amor. É por Ele que tanto queremos dar aos outros a nossa maior riqueza: Jesus Cristo nosso Salvador, para esta vida e para a Vida Eterna. Foi isso que fizeram por mim, o que eu agradeço e com a ajuda do Espírito Santo farei pelos outros.

segunda-feira, 23 de maio de 2011


A CERCA

“Ouçam outra parábola: Havia um proprietário de terras que plantou uma vinha. Colocou uma cerca ao redor dela, cavou um tanque para prensar as uvas e construiu uma torre. Depois arrendou a vinha a alguns lavradores e foi fazer uma viagem. Aproximando-se a época da colheita, enviou seus servos aos lavradores, para receber os frutos que lhe pertenciam. (Mateus 21:33,34)

Conseguimos perceber pelo início desta parábola, que a cerca serve para proteger a vinha plantada, para que ela possa dar frutos. Assim somos nós para Deus, uma vinha que é suposto dar muitos frutos e frutos que permaneçam. Sem essa cerca, que nos faz ganhar tempo na batalha contra o mal, que nos concede um espaço para nos emendarmos e nos podermos defender, nunca seríamos capazes de renovar as nossas mentes e ter os nossos caracteres transformados pela Palavra de Deus. Andar de mão dada com Jesus, implica tomar decisões e tomar posições. Muitas vezes essas decisões e posições são contra a nossa vontade e a vontade dos que nos rodeiam porque ainda não entregaram as suas vidas a Jesus Cristo. Portanto dificilmente nos compreenderão. A tentação assola o cristão constantemente. O diabo quer derrubar a nossa cerca e vai usar as pessoas que dizem que nos amam e as que não nos amam de todo. Vai usar as circunstâncias. Vai usar tudo o que ele plantou dentro de nós, os nossos pensamentos, os nossos desejos que ele mesmo corrompeu e vai usar sobretudo o nosso orgulho. Quem não reconhece que tem de combater o seu orgulho com o poder do Espírito Santo, vai ter a cerca destruída. Temos de fazer isso porque a Bíblia exorta-nos a examinarmo-nos a nós mesmos (1Coríntios 11:28). Mas não percamos a esperança! Jesus disse que o Espírito Santo será o nosso Ajudador e Conselheiro. É ele que nos protege, nos guia e sobretudo nos convence de que estamos a agir mal, a fazer algo contrário ao que a Palavra de Deus, que é a Bíblia nos instruí. Tudo isso para nos ajudar a santificar a nossa alma. Pois o mandamento é lâmpada, a instrução é luz, e as advertências da disciplina são o caminho que conduz à vida (Provérbios 6:23). Só assim se pode dar fruto!