domingo, 14 de agosto de 2011

O ilusionista

Um ilusionista é alguém que fabrica ilusões. E uma ilusão é um engano dos sentidos, um engano de pensamento ou uma esperança irrealizável. Eu sei que satanás é o rei do ilusionismo. Vejam só, satanás não cria nada, ele não tem esse poder. Mas a partir de algo que Deus criou, ele é capaz de transformar uma coisa boa, numa coisa má. Pode “agarrar” uma verdade e transformá-la numa mentira. Vou dar um exemplo: Uma mãe ama a sua filha e a filha sente-se segura nesse amor. Isso é algo bom e verdadeiro vindo de Deus. Um dia a filha pequenina perde-se da mãe e fica completamente apavorada. Pela primeira vez percebe que está só e sem segurança e o medo toma conta dela. Satanás plantou uma semente maligna na criança. Agora bastava esperar, deixá-la crescer e regá-la de vez em quando. Quando chega a altura de ir para a escola, a criança é separada do seu “porto de abrigo” que é a mãe e encontra-se numa casa que não conhece, rodeada de pessoas que não conhece, a aprender coisas que não lhe interessam e odeia tudo isso. Insiste com todas as suas forças para demonstrar à mãe o quanto odeia ir para a escola: vomita, deita sangue pelo nariz, chora, bate nos colegas mas não consegue convencer a mãe, que continua a mandá-la para aquele lugar, que ela odeia, dia após dia. Então a criança chega à conclusão que a mãe não a ama. Na sua pequenina mente ela estabelece uma ligação: disciplina é sinónimo de que não a amam. Ela passa a odiar a disciplina. E descobriu a evasão mental. A criança cresceu nessa ilusão, nessa mentira. Satanás alimentou essa evasão anos e anos até que ao mais pequeno sinal de alarme interno, a auto-defesa já se levantava e a evasão era automática. Todo o seu emocional ficou submetido e condicionado ao medo de não ser amada. Cada indivíduo tem a sua prisão e as suas máscaras. Porquê? Porque a Palavra de Deus que é a Bíblia informa-nos que o mundo jaz no maligno. E o maligno é satanás. O mundo foi-lhe entregue por Adão e Eva quando pecaram. Custa a entender estas coisas porque Deus poderia acabar com satanás e as suas maldades com um simples sopro da Sua poderosa boca mas não o faz e no entanto Ele ama-nos. Na verdade, satanás esforça-se para nos provar que Deus não nos ama, da mesma forma como quis provar à criança que a sua mãe não a amava quando a obrigava a ir para a escola. Ele só transformou a verdade do amor da mãe por sua filha, numa ilusão mentirosa. É por isso que ele é o pai da mentira (João 8:44) e só veio para roubar, matar e destruir (João 10:10). Mas quando Jesus vem até nós, através do Seu Santo Espírito, mostrando-nos o pecado e a liberdade, satanás nada pode fazer, quando nos rendemos ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo que o derrotou na cruz do Calvário: Aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que pratica o pecado é do Diabo, porque o Diabo vem pecando desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. (1João 3:7b,8), Ora, o Senhor é o Espírito e, onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade. E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem (o evangelho da glória) estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito. (2Coríntios 4: 17,18), O deus desta era (satanás) cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. Mas não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor, e a nós como escravos de vocês, por causa de Jesus. Pois Deus, que disse: “Das trevas resplandeça a luz”, ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. (2Coríntios 4:4 a 6). Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. (1Coríntios 11:32), Vocês se esqueceram da palavra de ânimo que ele lhes dirige como a filhos: “Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho”. (Hebreus12:5,6). A pessoa que se defende para não ser magoada, não é capaz de se libertar desses demónios opressivos instalados na sua mente. Mas quando verdadeiramente se entrega a Jesus Cristo, o Espírito Santo vai capacitá-la com o Seu poder, para ela criar confiança em Jesus e Lhe entregar os seus fardos, dos quais muitas vezes ela nem sabe que os tem, por a mentira já se ter tornado uma verdade na sua vida. A ilusão de que se vive uma vida boa por vezes nos é mostrada quando sentimos um vazio, uma sensação de que algo não está bem connosco. Mas tudo isso só é verdadeiramente revelado e curado quando Jesus opera o seu poder curativo nas nossas feridas e nos liberta da opressão de satanás. Carregar a nossa cruz e seguir Jesus como Ele nos aconselha, é na verdade doloroso. Olhar para o pecado que está em nós quando ele vem das trevas para a luz, dói, porque sabemos o mal que está nele, mas a liberdade que experimentamos quando somos curados e vivemos a paz que excede todo o entendimento, garante-nos que não estamos sós e que Deus é o nosso Pai: Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-poderoso pode dizer ao SENHOR: “Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio”. (Salmo 91:1,2).

O processo de libertação

Quem é que nunca ouviu a seguinte frase: A vida é minha, faço dela o que eu quiser e ninguém tem nada a ver com isso! Esta frase e tudo o que ela implica, morre no coração e nos lábios de um cristão. A vida, essa que afirmamos ser nossa, entregamo-la a Jesus na esperança de que Ele cuide dela, pois Ele é o nosso Deus e Salvador. Todo o cristão faz parte de uma família que não nasceu da carne e do sangue mas nasceu de Deus. Essa nova família chama-se Corpo de Cristo. Não somos obrigados a pertencer a essa família. Antes, decidimos carregar as nossas cruzes e seguir Jesus. E Ele diz que nós somos o Seu Corpo e isso é algo sagrado. Como tal temos de nos comportar de uma forma santa e consagrada a Ele. Deus vai cuidar de cada membro desse corpo individualmente, tratando-o, curando-o, limpando-o, banhando-o no Seu rio de águas vivas limpas e puras, perfumando-o com um aroma agradável a Ele. É preciso crer nisso para confiar de que o Senhor usa irmãos em Cristo, para nos ajudar a ver e a tratar o que não está bem e não está de acordo com a vontade de Deus. Isso implica exposição dos nossos egos, o que envolve trazer à luz os nossos pecados, medos, complexos, defeitos, traumas, doenças, e tantas outras coisas sobre nós que por vezes desconhecemos mas que estão enraizadas nos nossos corações. Essa exposição vai fazer-nos sofrer. Você que está a ler isto, recorda-se da menina do princípio deste texto, que cresceu com medo de não ser amada, devido às maldosas e ilusórias manipulações de satanás? Está curada desse medo! O Senhor, através do Seu grande amor e poder, trouxe à luz essas trevas e todos os pecados subjacentes a elas. O apóstolo Paulo disse assim: Se devo orgulhar-me, que seja nas coisas que mostram a minha fraqueza. (2Coríntios 11:30). Pois, quando sou fraco é que sou forte. (2Coríntios12:10b). Tudo é trazido à luz no corpo de Cristo e é lá tudo exposto, tratado e sarado. Não estou a dizer que o corpo de Cristo vá substituir a comunhão individual que cada um procura ter com o Senhor. Mas estou a dizer que o Senhor decidiu que teríamos de depender uns dos outros em profunda afeição e amor para sermos ajudados. Deus usa irmãos em Cristo para nos tratar. Porque esses medos levam algumas vezes a pecar contra irmãos, aos quais teremos de pedir perdão com sincero arrependimento e isso expõe os nossos podres, os nossos pecados perante eles. Derruba as máscaras que arrastamos do passado e onde nos escondemos. Temos de descansar no abrigo e à sombra do Altíssimo sabendo que Ele é o nosso refúgio, a nossa fortaleza e confiar Nele, ao ponto de não importar mais o que irão pensar de nós. Só importa o que o Senhor pensa de nós e isso humilha o nosso ego altamente alimentado pelo orgulho. Mas também, conduz-nos depois a um local de verdadeira liberdade, onde a opressão já não existe, onde cremos que somos amados pelo nosso Pai, pelo Espírito Santo que habita em nós. Vem uma paz que realmente excede todo o entendimento e um bálsamo que restaura as nossas forças espirituais, emocionais e físicas. Experimentamos a misericórdia do Senhor. O Senhor diz assim: Quero, porém, que entendam que o cabeça de todo homem é Cristo, e o cabeça da mulher é o homem, e o cabeça de Cristo é Deus. (1Coríntios 11:3), Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou (Jesus) cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância. (Efésios 1:22,23), Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. (1Coríntios 12:27). Dizemos: Deus ajuda-me a ser um vaso novo, a andar no teu caminho. E o Senhor responde assim: E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função. (Efésios 4:11 a 16). Se por estarmos em Cristo nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. (Filipenses 2:1 a 4). Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. (Gálatas 6:2). 

 

sábado, 23 de julho de 2011

jornalismo cego

Não posso deixar passar impune a notícia de que um “fundamentalista cristão” foi o responsável pelo atentado à bomba em Oslo, seguido de um tiroteiro contra pessoas indefesas. A minha indignação fica aqui exposta contra a ignorância espiritual dos jornalistas que publicam essas notícias. Um fundamentalista cristão nunca poderia prepertar tal acto que para ele seria totalmente impensável, porque violaria os dois principais mandamentos pelos quais, todo o verdadeiro cristão se rege: Respondeu Jesus: “ ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’ . Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’ . Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”. (Mateus 22:37 a 40). Um cristão fundamentalista está mais preocupado em agradar e obedecer à Lei de Deus que o obriga a afastar-se do pecado e amar o próximo. A busca da santidade está numa rota totalmente oposta à busca de fazer justiça pelas suas próprias mãos. O temor e a vontade de obedecer a Deus é superior a tudo. Quando um jornalista escreve “fundamentalista cristão” num conceito semelhante a “fundamentalismo islâmico”, ou usa o termo extrema-direita para ilustrar um conservadorismo religioso ou qualquer outra ideia que esteja associada na sua mente, está completamente cego em relação às coisas espirituais, inchado de sofismas, totalmente necessitado de ter um encontro verdadeiro com Deus, nosso Senhor Jesus Cristo. E começar a trilhar um caminho em direção à verdade que ele tanto busca. Para se ter discernimento espiritual não basta ter coragem, talento para escrever e a habilidade de estar no “sítio certo”. Precisa de ter coragem para se fundamentar na Verdade de Deus que se encontra unicamente na Bíblia e passar a fazer desse conhecimento a sua regra de vida. Seria muito mais proveitoso para ele e para os seus leitores, porque assim pelo menos saberia do que estava a falar.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Deus permitirá sucesso a Seu servo quando este aprender que o sucesso não o torna mais caro a Deus, nem mais valioso no esquema global das coisas. Não podemos comprovar o favor de Deus com grandes reuniões ou presentando conversos ou com novos missionários enviados ou com a distribuição de Bíblias. Todas estas coisas podem ser realizadas sem o auxílio do Espírito Santo. Uma boa personalidade e um penetrante conhecimento da natureza humana é tudo que qualquer pessoa necessita para ser um sucesso nos círculos religiosos hoje. A nossa grande honra está em sermos precisamente o que Jesus foi e é. Ser aceito pelos que O aceitam, rejeitado pelos que O rejeitam, amado pelos que O amam e odiado por todos os que O odeiam — que maior glória poderia advir a alguém?
                                                                                                                                      A.W.Tozer

segunda-feira, 18 de julho de 2011

EU O RESGATEI


Quem é que já parou para pensar nestes quatro versículos de Hebreus 5?: Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão. Embora sendo Filho, ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu; e, uma vez aperfeiçoado, tornou-se a fonte da salvação eterna para todos os que lhe obedecem, sendo designado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque. Jesus que é o próprio Deus mas que se fez homem e veio habitar entre nós; Jesus que é o Caminho, a Verdade e a Vida (eterna); Jesus que é o Cordeiro de Deus que veio tirar o pecado do mundo, ofereceu com lágrimas orações e súplicas a Deus Pai, para ser salvo da morte e levar a cabo com sucesso a Sua missão redentora da humanidade. Pensamos tanto que Jesus por ser Deus passou por tudo nesta terra com “uma perna às costas”, mas estes versículos mostram-nos que não é verdade. A tribulação existe, a provação existe e a negação do ego existe, está na Bíblia e Jesus também deu o exemplo nisso. Quem pensar que pelo facto de agora afirmar “sou de Jesus”, está isento de passar por aflições, adversidades e provações está a enganar-se a si próprio. Jesus é muito claro ao afirmar que o caminho é estreito: Digo-lhes verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto. Aquele que ama a sua vida, a perderá; ao passo que aquele que odeia a sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna. (João 12:24,25). C.S.Lewis escreveu assim: "Fácil? Não! Significa desaprender toda a presunção e a obediência à vontade própria. Significa matar uma parte de si mesmo e submeter-se a uma espécie de morte". O mais desconcertante é que a Palavra de Deus revela-nos que devemos exultar na tribulação e na provação. Exultar é ter uma grande alegria: Nisso vocês exultam, ainda que agora, por um pouco de tempo, devam ser entristecidos por todo tipo de provação. (1Pedro 1:6); Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu. (Romanos 5: 3 a 5). Mas quem consegue ter e manifestar uma grande alegria quando está com um grande problema, quando por vezes uma dor de cabeça é suficiente para nos tirar o sorriso dos lábios?! Parece-me que Deus está a dizer assim: “Filhos, tenham alegria na fé e na esperança de que eu estarei sempre ao vosso lado, ponham os olhos em mim”. Um dos grandes exemplos que encontrei na Bíblia de regozijo na mais severa tribulação, é esta passagem de Jó 16: 19 a 21: Saibam que agora mesmo a minha testemunha está nos céus; nas alturas está o meu advogado. O meu intercessor é meu amigo, quando diante de Deus correm lágrimas dos meus olhos; ele defende a causa do homem perante Deus, como quem defende a causa de um amigo. É impressionante a fé e o regozijo exultante de Jó depois de ter perdido a família, os seus bens e a sua saúde. Quanta confiança em Deus! Sobretudo, quanto temor! Mas leiam agora, esta grande palavra de encorajamento que Deus nos dá na Bíblia, encontra-se em Isaías 43:1 a 3:

Mas agora assim diz o Senhor, aquele que o formou, ó Israel:
 “Não tema, pois Eu o resgatei;
Eu o chamei pelo nome;
você é meu.
Quando você atravessar as águas,
Eu estarei com você;
quando você atravessar os rios,
eles não o encobrirão.
Quando você andar através do fogo,
não se queimará;
as chamas não o deixarão em brasas. 
Pois Eu sou o Senhor o seu Deus o Santo de Israel, o seu Salvador.

domingo, 17 de julho de 2011


Quantas passagens na Bíblia sabemos que existem que nos mostram a importância que tem para Deus, as intenções do nosso coração? É o coração que Deus vê e quer mudar em nós: “Nunca mais amaldiçoarei a terra por causa do homem, pois o seu coração é inteiramente inclinado para o mal desde a infância (Genesis 8:21). É o nosso espírito que nasce de novo, não a nossa carne. É de lá que sai a pregação do evangelho para a mente. É lá também que: O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus (Romanos 8:16), quando entregamos as nossas vidas a Jesus Cristo nosso Salvador. As intenções dos nossos pensamentos e atitudes é que são importantes para Deus. As palavras que saiem das nossas bocas são importantes também, porque elas ilustram as intenções dos nossos corações. Assim, estamos a falar o que as palavras querem dizer verdadeiramente ou simplesmente a “mastigar” frases de efeito como quem coloca uma vírgula num texto ou um ponto de exclamação? Vou dar alguns exemplos: Glória a Deus! Quantas vezes fazemos este comentário por dia sem que ele tenha verdadeiramente o significado que deveria sempre ter? Glória a Deus é usado também para dizer “ok”, “concordo”. É usado muitas vezes em substituição do Amém ou como um final de conversa. É usado até para controlar os impulsos das nossas carnes, assim como um travão nos lábios quando percebemos que podemos dizer algo que não nos convém dizer. É usado de tantas maneiras carnais, como afirmação das nossas opiniões soberbas, que nem damos conta disso. Mas é um uso errado! Outro exemplo comum é a frase: Estou na Paz! Este é um óptimo exemplo de afirmação, para dizer que simplesmente ficámos convencidos de ter feito o certo, de tal maneira que esse sossego mental, terá de ter a concordância de Deus. Descanso no Senhor! É outra forma de dizer a Deus: Pronto Deus, já fiz a minha parte faz agora tu a tua. Estou a falar de algo que acontece nos nossos corações e que nos cega. A soberba, o orgulho e a altivez cega-nos. Nós somos assim e a ideia é cada vez mais, renovarmos os nossos pensamentos, atitudes e intenções do coração. Mesmo com as nossas palavras! Jesus diz assim: Pois por suas palavras vocês serão absolvidos, e por suas palavras serão condenados”. (Mateus 12:37). Continuando com as frases de efeito... há uma à qual é atribuída a qualidade de particularmente espiritual: Senti no coração! Cuja tradução queremos que seja, “o Espírito Santo falou-me ao coração” ou também “Isto que eu senti vem de Deus”. Ora, Deus diz que o nosso coração é enganoso e Ele melhor do que ninguém sabe do que está a falar. E Jesus uma vez também disse que não confiava nos homens, pois ele bem sabia o que havia no homem. (João 2:24,25). Já muitas vezes passei por esses “sentires” até esbarrar com esta passagem de Actos dos Apóstolos 19:21: Depois dessas coisas, Paulo decidiu no espírito ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e pela Acaia. Ele dizia: “Depois de haver estado ali, é necessário também que eu vá visitar Roma”. Foi um verdadeiro “soco santo” nos meus sentires espirituais, quando li que Paulo “decidiu no espírito”. Foi uma “decisão no espírito não um “sentir no espírito”. Ele decidiu baseado naquilo que ele creu e não naquilo que ele sentiu. Isto foi uma descoberta muito importante para mim. Tento a cada dia tomar as minhas decisões baseada naquilo que eu creio como certo e que esteja de acordo com a doutrina bíblica, mas não é fácil porque os “sentires do coração” falam por vezes mais alto. Eles enganam-me e muitas vezes deixam-me em dúvida. Tenho de ser mais cautelosa e atenta àquilo que o Espírito Santo fala ao meu coração e me revela na Bíblia. Ele fará isso para aperfeiçoar o meu carácter e as intenções do meu coração que se repercutem nas minhas atitudes diárias, sejam em palavras, sejam em acções. O SENHOR não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração”. (1Samuel 16:7b). É por isso que as intenções do coração passaram também a ser pecado: Mas eu lhes digo: Qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. (Mateus 5:28); “Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, continua nas trevas.” (1João 2:9). Como a nossa principal preocupação como cristãos, deveria ser sempre pôr Deus em primeiro lugar e em destaque no altar dos nossos corações, deveríamos também de ter cuidado, com a forma tantas vezes despreocupada como falamos. Não é errado sentir, não é errado ter paz, não é errado descansar no Senhor e muito menos dar glória a Deus. Errado é usar essas frases de maneira frívola e dizê-las de uma maneira vã. A intenção é nunca ter a intenção no coração de ir além do que elas de facto querem dizer.




















 

 Pai NosSo qUe EsTás no CéU




Jesus pregou muitas vezes esta oração do “Pai Nosso” descrita em Mateus 6:9 a 13, de diferentes maneiras, mas só agora me apercebi disso:



“Pai nosso, que estás nos céus!

“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” (Mateus 7:21)



Santificado seja o teu nome

“Agora meu coração está perturbado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não; eu vim exatamente para isto, para esta hora. Pai, glorifica o teu nome!” (João 12:27,28)



Venha o teu Reino

“O tempo é chegado”, dizia ele. “O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!” (Marcos 1:15)



E lhes disse: “Garanto-lhes que alguns dos que aqui estão de modo nenhum experimentarão a morte, antes de verem o Reino de Deus vindo com poder”. (Marcos 9:1)



Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.

“Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua”. (Lucas 22:42)



Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia

“Portanto eu lhes digo: Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa? Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? “Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé? Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer?’ ou ‘Que vamos beber?’ ou ‘Que vamos vestir?’ Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal. (Mateus 6: 25 a 34)



Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores

Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas. (Mateus 6:14,15)



E não nos deixes cair em tentação

Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Marcos 14:38)



Mas livra-nos do mal

O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente. (João 10:10)


Porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre

Pois o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então recompensará a cada um de acordo com o que tenha feito. Garanto-lhes que alguns dos que aqui se acham não experimentarão a morte antes de verem o Filho do homem vindo em seu Reino”. (Mateus 16:27,28)



Ele lhes respondeu: “Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade. Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”. (Actos dos Apóstolos 1:7,8)



Amém

“Estas são as palavras do Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o soberano da criação de Deus.” (Apocalipse 3:14b)




sexta-feira, 15 de julho de 2011

 BEM MAL


Então disse o SENHOR Deus: “Agora o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Não se deve, pois, permitir que ele tome também do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre”. (Genesis 3:22)

Sabemos bem demais qual é o fruto da árvore do Conhecimento do Bem e do Mal: A escravidão do homem pelo homem, as guerras, a fome, a miséria, o dinheiro e suas consequências. Estas são algumas das consequências do facto de Adão e Eva terem desobedecido a Deus e comido do fruto dessa árvore. Mas... e antes ? Como era? Não tinham eles o conhecimento do bem e do mal? Como tomavam as suas decisões? Baseados em que critério? Deus diz: Agora o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal... é claro que Deus está a dizer que antes eles não conheciam nem o bem nem o mal. Antes eles não precisavam de saber, porque até à tentação do diabo, tudo para eles estava contido em Deus, tanto o certo como o errado: E o SENHOR Deus ordenou ao homem: “Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá” (Genesis 2:16,17). Não tinham tido a necessidade de pensarem por eles próprios porque Deus lhes dava tudo o que precisavam. Até a liberdade de tomarem decisões, ainda que eles não sentissem necessidade disso. As consequências dessa desobediência já as conhecemos e as vivemos nos nossos dia-a-dias, somos informados delas nos telejornais, na internet onde haja um noticiário. E sabemos que a tendência é para agravar, porque o ser humano cada vez menos quer conhecer Deus e obedecer-Lhe então nem se fala. Por isso Deus decretou que lhes fosse vedado o acesso à árvore da vida e o mal não se multiplicasse eternamente. Deus sabia que a partir daquele momento toda a humanidade não teria a necessidade de procurar o bem e o mal Nele porque já teriam eles próprios as suas convicções de bem e de mal, de certo e errado. Toda a Bíblia ensina-nos o que é o bem e o mal, o certo e o errado segundo a opinião de Deus. E Jesus traçou o caminho de volta a essa condição inicial. Por isso Ele foi o único em quem Deus pôde encontrar a obediência absoluta à Sua Autoridade, porque uma não subsiste sem a outra, para retirar o pecado do mundo: No dia seguinte João (Baptista) viu Jesus aproximando-se e disse: “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (João 1:29). Assim Jesus ensina-nos que devemos obedecer em primeiro lugar a Deus e também ensina-nos a perceber que em questões espirituais, os nossos raciocínios não irão servir para nada. Se Jesus raciocinasse só com a lógica humana não teria provavelmente ido para a cruz sabendo o que o esperava lá. Teria desistido talvez nos momentos em que suou sangue, no jardim do Getsêmani. Eu não conheço nenhum cristão a quem isso tenha acontecido: Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. (2ªCoríntios 4:16,17). Esse é o caminho: aprender o certo e errado segundo o que Deus nos diz na Sua Palavra que é a Bíblia e a "desaprender" o certo e errado segundo os nossos padrões humanos. Sabedoria de Deus versus sabedoria dos homens: A intenção dessa graça era que agora, mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais, e acordo com o seu eterno plano que ele realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor, por intermédio de quem temos livre acesso a Deus em confiança, pela fé nele. (Efésios 3:11,12)



A SÍNDROME DE POUCA ALTURA CRISTÃ

 Já afirmei algumas vezes neste blogue que, o que está dentro das pessoas em tempos passados é o mesmo que está hoje dentro de nós. A mesma resistência à Palavra de Deus, os mesmos argumentos, os mesmos sofismas, as mesmas fortalezas a resistirem ao convencimento do pecado e ensino do Espírito Santo. Mesmo para quem se diz de Deus. A mesma resistência à autoridade delegada a homens e mulheres, dada por Deus, com frases do tipo: Eu também tenho o Espírito Santo; eu também sou ungido (a): quem é você para me dizer o que é certo ou errado na minha vida? Eu também tenho dons e o nome de Jesus também me dá poder a mim; Quem o nomeou? Que igreja? E por aí adiante. Não pense que não tem todo o direito de fazer este tipo de afirmações porque tem. Deus deu-lhe liberdade para você escolher entre obedecer a Ele ou obedecer ao diabo (Romanos 6:16). A verdade é que não existe uma terceira opção, assim, mais neutra ou com um pézinho lá e um pézinho cá para contrabalançar. As pessoas de Corínto a quem o apóstolo Paulo escreveu cartas, tinham as mesmas fortalezas e resistências. Também tinham dons espirituais e “muita carne para moer”. Como nós hoje em dia igualmente. Assim que descobriram o poder de Deus convenceram-se que também já eram alguém e esqueceram-se de que é Jesus que diz e estipula quem é quem dentro do seu corpo que é a igreja: “...pois é Deus quem efectua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele. (Filipenses 2:13). E essa igreja tem de estar em submissão e obediência para que satanás não lhe possa tocar. Vamos ler com calma o que Paulo escreveu na 2ªcarta aos Coríntios capítulo 10: 1 a 11 e verificaremos que ele se debatia com resistências à sua autoridade: Eu, Paulo, pela mansidão e pela bondade de Cristo, apelo para vocês; eu, que sou “humilde” quando estou face a face com vocês, mas “audaz” quando ausente! Aqui percebemos que Paulo sabia que alguns dessa igreja o desprezavam, desdenhavam da sua autoridade e nos seus corações já tinham levantado “muros resistentes à sua pessoa”. Rogo-lhes que, quando estiver presente, não me obriguem a agir com audácia, tal como penso que ousarei fazer, para com alguns que acham que procedemos segundo os padrões humanos. Paulo não está a ameaçá-los como aparentemente se poderá pensar, mas unicamente a adverti-los do perigo em que estão, quando afirmam que o pastor ou o líder, está a pregar e a agir na carne. Pois, embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Paulo está a dizer que é Deus quem justifica as suas acções e lhe dá a unção para as realizar. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo. E estaremos prontos para punir todo ato de desobediência, uma vez estando completa a obediência de vocês. Parece-me que Paulo estaria a dizer-lhes que eles teriam chances de se arrependerem das suas atitudes, por não estarem ainda espiritualmente maduros. Vocês observam apenas a aparência das coisas. Eles pensavam que por terem dons espirituais, e o nome de Jesus já poderiam descartar o ensino e a autoridade de Paulo sobre eles. Eles queriam fazer as coisas de Deus à maneira deles. Acontece muito nessas ocasiões retirar-se versículos bíblicos do seu contexto, convicções enganosas a sobreporem-se à Palavra de Deus e doutrinas falsas surgirem dessas convicções. Se alguém está convencido de que pertence a Cristo, deveria considerar novamente consigo mesmo que, assim como ele, nós também pertencemos a Cristo. Muitas vezes um homem ou mulher de Deus ouve dizer: ”Não, isso não pode vir de Deus; Deus não é assim; Deus não faria isso; isso é a sua interpretação”, quando na verdade dizem isso por pura ignorância altiva do que está escrito na Palavra de Deus.
Pois mesmo que eu tenha me orgulhado um pouco mais da autoridade que o Senhor nos deu, não me envergonho disso, pois essa autoridade é para edificá-los, e não para destruí-los. Esta é uma grande resistência que o homem (mulher) de Deus enfrenta quando fala o que está verdadeiramente escrito na Palavra e admoesta alguém para se consertar com Deus desviando-se do seu pecado. Acabam sempre por se sentirem ofendidos e não são poucas as vezes que afirmam que estão a ser amaldiçoados. Não quero que pareça que estou tentando amedrontá-los com as minhas cartas. Pois alguns dizem: “As cartas dele são duras e fortes, mas ele pessoalmente não impressiona, e a sua palavra é desprezível”. Saibam tais pessoas que aquilo que somos em cartas, quando estamos ausentes, seremos em atos, quando estivermos presentes. Todo o homem ou mulher de Deus tem de prestar contas primeiramente a Deus, sobre a missão e as almas que Deus lhe confiou. Essa responsabilidade é suficiente para se tomarem atitudes mais firmes ou duras, com quem pensa que “Deus é amor e vai entender os meus pecados”. Paulo está a dizer exactamente o contrário. Aqui está implícito uma passagem que Paulo dirá á igreja da Galácia:”Tornei-me inimigo de vocês por lhes dizer a verdade?” (Gálatas 4:16). Se for necessário e se as resistências orgulhosas prevalecerem, ele agirá com o poder e a ousadia dadas por Deus necessárias para, destruir tudo o que se oponha à sã doutrina.
COMO VENCER NA FÉ


Há exemplos na Bíblia de pessoas que travaram o bom combate da fé e venceram. Foram pessoas que como nós tiveram dificuldades com o mundo que as rodeava, com as tentações de satanás, com os seus desejos, vontades e sentimentos... e venceram! Passaram por grandes adversidades e ainda assim depositaram a sua fé em Jesus Cristo. E isso ficou escrito para que nós contra toda a esperança, em esperança coloquemos a nossa fé também em Jesus Cristo, o autor e consumador da nossa fé. O episódio de Actos dos Apóstolos no capítulo 27 de 13 a 26, mostra-nos as palavras de Paulo diante da forte possibilidade de naufragarem durante a tempestade: Começando a soprar suavemente o vento sul, eles pensaram que haviam obtido o que desejavam; por isso levantaram âncoras e foram navegando ao longo da costa de Creta. Pouco tempo depois, desencadeou-se da ilha um vento muito forte, chamado Nordeste. O navio foi arrastado pela tempestade, sem poder resistir ao vento; assim, cessamos as manobras e ficamos à deriva. Passando ao sul de uma pequena ilha chamada Clauda, foi com dificuldade que conseguimos recolher o barco salva-vidas. Levantando-o, lançaram mão de todos os meios para reforçar o navio com cordas; e temendo que ele encalhasse nos bancos de areia de Sirte, baixaram as velas e deixaram o navio à deriva. No dia seguinte, sendo violentamente castigados pela tempestade, começaram a lançar fora a carga. No terceiro dia, lançaram fora, com as próprias mãos, a armação do navio. Não aparecendo nem sol nem estrelas por muitos dias, e continuando a abater-se sobre nós grande tempestade, finalmente perdemos toda a esperança de salvamento. Visto que os homens tinham passado muito tempo sem comer, Paulo levantou-se diante deles e disse: “Os senhores deviam ter aceitado o meu conselho de não partir de Creta, pois assim teriam evitado este dano e prejuízo. Mas agora recomendo-lhes que tenham coragem, pois nenhum de vocês perderá a vida; apenas o navio será destruído. Pois ontem à noite apareceu-me um anjo do Deus a quem pertenço e a quem adoro, dizendo-me: Paulo, não tenha medo. É preciso que você compareça perante César; Deus, por sua graça, deu-lhe a vida de todos os que estão navegando com você’. Assim, tenham ânimo, senhores! Creio em Deus que acontecerá do modo como me foi dito. Devemos ser arrastados para alguma ilha”.
Aqui está o segredo de vencer na fé nestas palavras: Paulo  declarou pertencer a Deus: “apareceu-me um anjo do Deus a quem pertenço”; declarou servir a Deus: “e a quem adoro”; e afirmou a sua confiança na promessa de Deus: "Creio em Deus que acontecerá do modo como me foi dito."
Você pertence a Deus? O Senhor Jesus Cristo é o seu Senhor e Salvador? Entregou a sua vida para Ele? Arrependeu-se de coração dos seus pecados e crê que Jesus os perdoou todos quando foi para a cruz do Calvário? Você adora só a Deus e a sua vida é pautada pela Sua Palavra que é a Bíblia? Se a sua fé é em Deus (no que está escrito na Bíblia) então só lhe resta descansar Nele. Repare que Paulo só tinha a promessa de que ía salvar-se daquela tribulação tempestiva mas não sabia como Deus iria fazer. Ele calculou que seriam arrastados para uma ilha mas nunca afirmou que Deus lhe tinha dito que seria isso que Ele iria fazer para os salvar. Daí ser tão necessária, a fé confiante em Deus. Temos a promessa de Deus mas não sabemos como Deus a vai concretizar: “Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos. (Isaías 55:9)
Deus sabe, o quanto eu preciso de ler e reler este episódio para me fortalecer, porque a fé vem por ouvir e ouvir a palavra de Deus. Ler e reler o que está escrito na Bíblia até entrar no meu coração. Neste momento, confio muito de que vou ser arrastada para uma ilha também.

segunda-feira, 27 de junho de 2011



 Salmo 83
Uma canção. Salmo da família de Asafe.

1 Ó Deus, não te emudeças;
não fiques em silêncio nem te detenhas, ó Deus.
2 Vê como se agitam os teus inimigos,
como os teus adversários
te desafiam de cabeça erguida.
3 Com astúcia conspiram contra o teu povo;
tramam contra aqueles que são o teu tesouro.
4 Eles dizem: “Venham,
vamos destruí-los como nação, não seja mais lembrado!”
5 Com um só propósito tramam juntos;
é contra ti que fazem acordo
6 as tendas de Edom e os ismaelitas,
Moabe e os hagarenos,
7 Gebala, Amom e Amaleque,
a Filístia, com os habitantes de Tiro.
8 Até a Assíria aliou-se a eles,
e trouxe força aos descendentes de Ló.
 

 Pausa 
9 Trata-os como trataste Midiã,
como trataste Sísera e Jabim no rio Quisom,
10 os quais morreram em En-Dor
e se tornaram esterco para a terra.
11 Faze com os seus nobres o que fizeste
com Orebe e Zeebe,
e com todos os seus príncipes
o que fizeste com Zeba e Zalmuna,
12 que disseram:
“Vamos apossar-nos das pastagens de Deus”.
13 Faze-os com levadas no redemoinho, ó meu Deus,
14 Assim como o fogo consome a floresta
e as chamas incendeiam os montes,
15 persegue-os com o teu vendaval
e aterroriza-os com a tua tempestade.
16 Cobre-lhes de vergonha o rosto
até que busquem o teu nome, Jeová.
17 Sejam eles humilhados e aterrorizados para sempre;
pereçam em completa desgraça.
18 Saibam eles que tu, cujo nome é Jeová,
somente tu, és o Altíssimo sobre toda a terra.




domingo, 19 de junho de 2011

VERDADEIROS ADORADORES

Ontem no culto, durante a ministração do louvor, eu pedi ao Senhor que Ele nos ensinasse a adorá-Lo, para que pudéssemos nos tornar verdadeiros adoradores em espírito e em verdade: No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. (João 4:23,24). Todo o cristão quer ser encontrado pelo Pai como um verdadeiro adorador. Mas o que significa adorar a Deus? O Senhor não demorou a responder à minha oração: O Senhor diz: “Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam é feita só de regras ensinadas por homens. Por isso uma vez mais deixarei atônito esse povo com maravilha e mais maravilha; a sabedoria dos sábios perecerá, a inteligência dos inteligentes se desvanecerá”. (Isaías 29:13,14). Aqui nestes dois versículos de Isaías, está a revelação: Adorar a Deus é amá-Lo acima de tudo (cumprir o primeiro mandamento) e andar na Verdade, que é praticar o que está escrito na Bíblia. Deus diz: “A adoração que me prestam é feita só de regras ensinadas por homens”, isto quer dizer que, há uma adoração feita de regras ensinadas por Deus! “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos. Respondeu Jesus: “Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra”. (João 14:15,23) Onde estão essas regras ensinadas por Deus? Na Bíblia unicamente! Amar a Deus, só a Ele prestar culto e a Ele obedecer, fazem parte da adoração a Deus. Tal como louvá-Lo, cantar hinos e salmos e render-Lhe graças por tudo. Não é à tôa que logo a seguir ao versículo 13 vem o 14 a dizer: Por isso uma vez mais deixarei atônito esse povo com maravilha e mais maravilha; a sabedoria dos sábios perecerá, a inteligência dos inteligentes se desvanecerá”. Como deixou Deus atônito o povo? Em 1Coríntios 1:18,19, o Senhor dá continuidade à revelação de Isaías: Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus. Pois está escrito: “Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos inteligentes. E foi exactamente o que Jesus Cristo fez com a Sua vinda à terra e ao cumprir a Sua missão redentora em favor da humanidade. Deixou toda as pessoas de boca aberta com o Seu exemplo de amor, humildade, sabedoria, poder e sacrifício divinos e calou a boca daqueles que se achavam sábios demais para precisarem de Deus. Pensar que um morto ressuscitou é um pouco louco aos olhos humanos, mas por causa do ressuscitamento de um homem que se diz Deus, muitos poderem vir a ressuscitar é uma completa loucura. Esta é a mensagem poderosa, a actuar com poder nos cristãos. Tudo está escrito com simplicidade na Bíblia, mas como nós temos a tendência para complicar tudo o que vem de Deus precisamos intensamente da Sua revelação e do discernimento que só pode ser dado pelo Espírito Santo: Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o SENHOR exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus. (Miquéias 6:8). Querendo praticar o que Deus aqui exige, estamos a adorá-lo. Estamos a negarmo-nos a nós mesmos (Mateus 16:24); “Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará”. (Marcos 8:35). Adorar em espírito e em verdade é fazer o que Deus exige, porque Deus não pactua com o pecado, assim sendo temos de entregar a nossa vida para Jesus Cristo. O nosso espírito nasce de novo e seremos purificados. Todos os nossos pecados serão então esquecidos por Deus. Jesus Cristo morreu para nos salvar e ressuscitou para termos a esperança da vida eterna. Estaremos assim aptos a entrar no caminho da adoração a Deus.
 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

COMO NÃO FAZER A OBRA

Deus colocou na Bíblia uma variedade enorme de acontecimentos e de comportamentos humanos para nos podermos rever e aprender com eles. O exemplo deles aperfeiçoa a nossa conduta para com Deus e para com as coisas de Deus: Nós, que somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos (Efésios 2:10). Vamos aprender como não fazer a obra de Deus com estes dois exemplos que temos, primeiro com o rei David em 1Crónicas e depois o do rei Saul em 1Samuel. O rei David era um homem “segundo o coração de Deus”, mas tropeçou algumas vezes devido ao facto de ser um homem falível, nem mais nem menos do que qualquer um de nós: Davi e todos os israelitas foram a Baalá, que é Quiriate-Jearim, em Judá, para buscar a arca de Deus, o SENHOR, que tem o seu trono entre os querubins; a arca sobre a qual o seu nome é invocado. Da casa de Abinadabe levaram a arca de Deus num carroção novo, conduzido por Uzá e Aiô. Davi e todos os israelitas iam dançando e cantando com todo o vigor diante de Deus, ao som de harpas, liras, tamborins, címbalos e cornetas. Quando chegaram à eira de Quidom, Uzá esticou o braço e segurou a arca, porque os bois haviam tropeçado. A ira do SENHOR acendeu-se contra Uzá, e ele o feriu por ter tocado na arca. Uzá morreu ali mesmo, diante de Deus. Davi ficou contrariado porque o SENHOR, em sua ira, havia fulminado Uzá. Até hoje aquele lugar é chamado Perez-Uzá. Naquele dia Davi teve medo de Deus e se perguntou: “Como vou conseguir levar a arca de Deus?” Por isso desistiu de trazer a arca para a Cidade de Davi. Em vez disso, levou-a para a casa de Obede-Edom, de Gate. A arca de Deus ficou na casa dele por três meses, e o SENHOR abençoou sua família e tudo o que possuía. (1Crónicas 13:6 a14). Que fez David de errado? Percebo que se David estivesse a transportar a arca de Deus segundo a indicação e direcção de Deus, Uzá nunca teria caído fulminado e a pergunta de como conseguiria afinal transportar a arca e o consequente abandono de o fazer, não se colocaria. David foi fazer o obra de Deus à sua maneira, sem consultar Deus de como deveria realizá-la. Quantas vezes nos convencemos que estamos a fazer a obra de Deus, a fazer a vontade de Deus mas é a nossa vontade que prevalece, o nosso modo de fazer o que queremos como queremos: “Então não estamos a falar de Jesus, a falar a Palavra, a levar carinho e amor às pessoas?” Por incrível que nos pareça, muitas vezes, Deus não nos manda fazer nada disso. Queremos por vezes, que Deus se esqueça dos nossos "pecadilhos" e desvie o Seu olhar para o bem que estamos a fazer em seu nome. Por isso não o consultamos previamente. David também decidiu o dia e a hora para transportar a arca; decidiu como a transportariam e quem seriam os homens a fazê-lo. Tudo isso sem consultar Deus. As consequências dessa desobediência já sabemos quais foram. Temos é de aprender com as nossas, olhando para o exemplo que Deus fez de David. Aprendi também com este episódio, que Obede-Edom de Gate foi abençoado por três meses, enquanto que David e Uzá não o foram. Isto é: podemos abençoar os outros enquanto que nós não o somos, quando fazemos uma obra que Deus não nos mandou fazer. Mas quando reconhecemos o erro e clamamos a Deus por perdão, querendo fazer o que é certo aos Seus olhos, Ele nunca nos deixa sem resposta e de mãos vazias: Em seguida Davi convocou os sacerdotes Zadoque e Abiatar, os levitas Uriel, Asaías, Joel, Semaías, Eliel e Aminadabe, e lhes disse: “Vocês são os chefes das famílias levitas; vocês e seus companheiros levitas deverão consagrarse e trazer a arca do SENHOR, o Deus de Israel, para o local que preparei para ela. Pelo fato de vocês não terem carregado a arca na primeira vez, a ira do SENHOR, o nosso Deus, causou destruição entre nós. Nós não o tínhamos consultado sobre como proceder”. Então os sacerdotes e os levitas se consagraram para transportar a arca do SENHOR, o Deus de Israel. E os levitas carregaram a arca de Deus apoiando as varas da arca sobre os ombros, conforme Moisés tinha ordenado, de acordo com a palavra do SENHOR. (1Crónicas 15:11 a 15). Não é qualquer um que poderá fazer a obra de Deus. A pessoa tem de estar com a sua vida exposta no altar de Deus para receber da unção de Deus e realizar o que Deus quer que se faça. Isto é a pessoa tem de se consagrar a Deus. Deus tinha decretado que a arca teria de ser carregada com varas nos ombros de levitas consagrados a Ele e nunca num carroção conduzido por Uzá e Aiô que nem consagrados estavam. Assim diz o SENHOR: “Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do SENHOR.(Jeremias 17:5), por isso Uzá pagou com a própria vida e David ficou desmoralizado. Fico assim convencida de que sem santidade, sem a orientação do próprio Deus não se pode fazer a obra e nem vai fluir a unção.


Outra maneira errada de se fazer a obra de Deus é a que encontramos no exemplo do rei Saul, quando o Senhor o mandou à guerra contra os amalequitas. Neste episódio de 1Samuel 15, o Senhor manifestou claramente ao rei Saul a Sua vontade e deu-lhe instruções muito precisas. O rei Saul demonstrando uma grande falta de zelo em cumprir a vontade de Deus, decidiu fazer a obra à sua maneira. Deus mandou o profeta Samuel admoestar o rei Saul: Quando Samuel o encontrou, Saul disse: “O SENHOR te abençoe! Eu segui as instruções do SENHOR”. A falta de zelo muitas vezes está a encobrir o orgulho, a vaidade, a preguiça, a mentira, a hipocrisia, a religiosidade. Samuel, porém, perguntou: “Então que balido de ovelhas é esse que ouço com meus próprios ouvidos? Que mugido de bois é esse que estou ouvindo?” Respondeu Saul: “Os soldados os trouxeram dos amalequitas; eles pouparam o melhor das ovelhas e dos bois para sacrificarem ao SENHOR, o teu Deus, mas destruímos totalmente o restante”. Saul era o rei e ficou-lhe mal desculpar-se com os actos dos seus soldados quando ele mesmo ordenou que os fizessem: Samuel disse a Saul: “Fique quieto! Eu lhe direi o que o SENHOR me falou esta noite”. Respondeu Saul: “Dize-me”. E Samuel disse: “Embora pequeno aos seus próprios olhos, você não se tornou o líder das tribos de Israel? O SENHOR o ungiu como rei sobre Israel e o enviou numa missão, ordenando: ‘Vá e destrua completamente aquele povo ímpio, os amalequitas; guerreie contra eles até que os tenha eliminado’. Por que você não obedeceu ao SENHOR? Por que se lançou sobre os despojos e fez o que o SENHOR reprova?” Disse Saul: “Mas eu obedeci ao SENHOR! Cumpri a missão que o SENHOR me designou. Trouxe Agague, o rei dos amalequitas, mas exterminei os amalequitas. Os soldados tomaram ovelhas e bois do despojo, o melhor do que estava consagrado a Deus para destruição, a fim de os sacrificarem ao SENHOR seu Deus, em Gilgal”. Samuel, porém, respondeu: “Acaso tem o SENHOR tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria. Assim como você rejeitou a palavra do SENHOR, ele o rejeitou como rei”. (1Samuel 15:13 a 23). Saul não levou as ordens de Deus a sério e pensou que também poderia ter alguma glória para si, por isso não matou o rei dos amalequitas para que ele pudesse assistir aos festejos da sua vitória. Cobiçou o melhor dos despojos com o pretexto de os oferecer a Deus. Quem tentou o coração do rei Saul é o mesmo que tenta o nosso hoje em dia. Satanás é o poço onde a nossa carne vai buscar água. É ele quem incentiva o nosso orgulho a manifestar-se e é também o pai da mentira. Esta lição é muito importante. Que Deus nos guarde de querermos a glória para nós ao fazermos a Sua obra. Que Deus nos guarde de tentarmos fazer a Sua obra carnalmente, na força do nosso braço. Que Deus nos mantenha de rosto em terra com temor e tremor.