quarta-feira, 20 de abril de 2011

Se me mexo ele foge, se fico quieta não o apanho.

Jeová o guiará constantemente; numa terra ressequida pelo sol e fortalecerá os seus ossos.
Você será como um jardim bem regado, como uma fonte cujas águas nunca faltam. 
(Isaías 58:11)

segunda-feira, 18 de abril de 2011




"Um homem decaído não é simplesmente uma criatura imperfeita que precisa ser melhorada; é um rebelde que precisa depor as armas. Depor as armas, render-se, pedir perdão, dar-se conta que tomou o caminho errado, estar disposto a começar uma vida nova do zero. Esse processo de rendição, é o que o cristianismo chama de arrependimento". - C.S. Lewis

A AUTORIDADE DE DEUS

Submissão e obediência

Deus na Sua atemporalidade sabia que a Sua autoridade absoluta só poderia ser estabelecida se encontrasse obediência absoluta no universo. E como essa obediência não foi encontrada nos seres criados – nem nos anjos, nem nos seres humanos – Ele próprio se fez carne e veio à terra – Romanos 5:19 “Logo, assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim também, por meio da obediência de um único homem (Jesus Cristo) muitos serão feitos justos.” Essa autoridade emana Dele sobre tudo e todos. E quando é reconhecida por nós cristãos, a ela temos de nos submeter e a ela consequentemente obedecer. O próprio Jesus Cristo: “que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo,vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!” (Filipenses 2:7 a 8), afirmou na oração que fez ao Pai em João 17:2 “Pois lhe deste autoridade sobre toda a humanidade, para que conceda a vida eterna a todos os que lhe deste.” Jesus reconheceu a autoridade decretada e delegada pelo Pai. Também nós cristãos quando reconhecemos a Soberania de Deus, submetemo-nos à Sua autoridade. Isso é algo que não depende da nossa vontade! Da nossa vontade depende a obediência à autoridade vinda de Deus através da Sua Palavra e delegada por Deus a quem Ele a determina. Mas qual é então a diferença entre submeter-se e obedecer? Parece a mesma coisa e até os dicionários dizem que são sinónimos. Mas eu acredito que não são exactamente a mesma coisa. Acredito que uma pessoa se pode submeter sem necessariamente obedecer. Na bíblia há vários exemplos que explicam um pouco esta minha crença, como a parábola de Mateus 21:28 a 31: Um homem tinha dois filhos e chamou cada um deles para lhes dar uma ordem. Cada filho submeteu-se à autoridade do pai e foi até ele para o ouvir. O pai disse a cada um deles: “Vá trabalhar hoje na vinha”. Mas após o ouvirem, um obedeceu à ordem e o outro não! Isto é, exerceram o seu livre-arbítrio de acordo com a vontade de cada um. Ambos se submeteram à ordem do pai mas só um deles obedeceu. Uma precisa do nosso reconhecimento à autoridade - a submissão – e a outra precisa da nossa vontade de agir – a obediência. A submissão é uma atitude e a obediência é uma questão de conduta. Outro exemplo ainda no evangelho de Mateus 21:23 Jesus pergunta aos chefes dos sacerdotes e aos líderes religiosos: De onde é o baptismo de João, do céu ou dos homens? Esta pergunta acontece porque eles estavam a questionar a autoridade de Jesus para fazer o que ele vinha a fazer. Jesus sabia muito bem que eles não se submetiam à autoridade de Deus e consequentemente não reconheciam a autoridade delegada a Jesus por Deus Pai. E porque eles não souberam responder à pergunta de Jesus, ele lhes disse: “Tampouco lhes direi com que autoridade estou fazendo estas coisas.” Porque Jesus conhecia o coração deles e sabia que a sua explicação não iria adiantar nada. Se uma pessoa não se submete a Deus não lhe reconhece autoridade. Se não lhe reconhece autoridade não lhe obedece. Mas se a pessoa reconhece a autoridade de Deus e não lhe obedece, isso é rebeldia e a Palavra de Deus, que é a bíblia ensina o que isso significa para Deus, em 1Samuel 15:23 “Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria.” A desobediência à Palavra de Deus anda acompanhada da arrogância, assim como a obediência anda acompanhada da humildade. Andar em submissão e obediência a Deus coloca-nos numa posição privilegiada. Jesus ensina, em João 14:21 “Quem tem os meus mandamentos (submete-se, tem conhecimento do que Deus diz) e lhes obedece esse é o que me ama. Aquele que me ama (quem se submete e obedece à Palavra de Deus) será amado por meu Pai, e eu também o amarei.” Não há nada melhor neste mundo do que ser amado por Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Jesus ensina-nos o Caminho da submissão, obediência, humildade, santidade. São palavras poderosas carregadas de sabedoria de Deus:

Disse Jesus: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e concluir a sua obra. (João 4:34)

Jesus lhes deu esta resposta: “Eu lhes digo verdadeiramente que o Filho não pode fazer nada por si mesmo, só pode fazer o que vê o Pai fazer, porque o que o Pai faz o Filho também faz. (João 5:19)

Por mim mesmo nada posso fazer, eu julgo apenas conforme ouço; e o meu julgamento é justo, pois não procuro agradar a mim mesmo, mas aquele que me enviou. (João 5:30)

Eu tenho um testemunho maior que João; a própria obra que o Pai me deu para concluir e que eu estou realizando, testemunha que o Pai me enviou. (João 5:36)

Pois desci dos céus não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. Porque a vontade de meu Pai é que todo aquele que olhar para o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. (João 6:38 a 40)

Eu não estou aqui por mim mesmo mas aquele que me enviou é verdadeiro. Vocês não o conhecem mas eu o conheço porque venho da parte dele, e ele me enviou. (João 7:28b,29)

Tenho muitas coisas para dizer e julgar a respeito de vocês. Pois aquele que me enviou merece confiança, e digo ao mundo aquilo que dele ouvi. (João 8:26)

Então Jesus lhes disse: Quando vocês levantarem o Filho do homem saberão que EU SOU e que nada faço por mim mesmo, mas faço exactamente o que o Pai me ensinou. Aquele que me enviou está comigo; ele não me deixou sózinho pois sempre faço o que lhe agrada.(João 8:28 a 29)

Mas vocês estão procurando matar-me, sendo que eu lhes falei a verdade que ouvi de Deus. (João 8:40)

Vocês não O conhecem mas eu O conheço. Se eu dissesse que não O conheço seria mentiroso como vocês, mas eu de facto O conheço e obedeço à Sua Palavra. (João 8:55)

Por isso é que o meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai. (João 10:17,18)

As obras que realizo em nome de meu Pai falam por mim. (João 10:25b)

Pois não falei por mim mesmo, mas o Pai que me enviou me ordenou o que dizer e o que falar. (João 12:49)

Aquele que não me ama não obedece às minhas palavras. Estas palavras que vocês estão ouvindo não são minhas; são de meu Pai que me enviou. (João 14:24)

Todavia é preciso que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço o que meu Pai me ordenou. (João 14:31)

Se vocês obedecerem aos meus mandamentos permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. (João 15:10)

Eu te glorifiquei na terra completando a obra que me deste para fazer. (João 17:4)



A AUTORIDADE DE DEUS

Sujeição às autoridades

Lembre a todos que se sujeitem aos governantes e às autoridades, sejam obedientes, estejam sempre prontos a fazer tudo o que é bom...(Tito 3:1)

Quando um cidadão se submete às leis de um país mas não lhes obedece, torna-se um marginal, um delinquente, um criminoso. Se esse país exercer a sua autoridade, a pessoa paga o preço da desobediência. Seja qual for o credo que uma pessoa professe, está sempre submissa a leis e regras que tem de cumprir, quer concorde com elas ou não. E a pessoa pode insurgir-se e rebelar-se contra elas. Nós cristãos estamos submissos à autoridade de Deus, isto é, temos de reconhecer que Deus instituiu toda e qualquer autoridade na terra com a qual nos confrontamos. É o que Deus ensina em Romanos 13: 1 a 7: “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra.”

E se alguma autoridade perverter a verdade de Deus? Teremos de nos submeter e obedecer-lhe? Teremos sempre de nos submeter mas a obediência será sempre a Deus. Faremos o que Pedro e João, discípulos de Jesus fizeram quando se submeteram ao Sinédrio (Conselho dos principais líderes do povo judeu):

“Então, chamando-os novamente (Pedro e João), ordenaram-lhes que não falassem nem ensinassem em nome de Jesus. Mas Pedro e João responderam: “Julguem os senhores mesmos se é justo aos olhos de Deus obedecer aos senhores e não a Deus. Pois não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos”.” (Actos dos Apóstolos 4:18, a 20)

Assim tanto Pedro quanto João decidiram não obedecer a uma autoridade terrena que estava em desacordo com a vontade de Deus. Outro exemplo encontramos em Actos dos Apóstolos mas no capítulo 23:1 a 5:

Paulo, fixando os olhos no Sinédrio, disse: “Meus irmãos, tenho cumprido meu dever para com Deus com toda a boa consciência, até o dia de hoje”. Diante disso o sumo sacerdote Ananias deu ordens aos que estavam perto de Paulo para que lhe batessem na boca. Então Paulo lhe disse: “Deus te ferirá, parede branqueada! Estás aí sentado para me julgar conforme a lei, mas contra a lei me mandas ferir?” Os que estavam perto de Paulo disseram: “Você ousa insultar o sumo sacerdote de Deus?” Paulo respondeu: “Irmãos, eu não sabia que ele era o sumo sacerdote, pois está escrito: ‘Não fale mal de uma autoridade do seu povo”.

Neste episódio, o apóstolo Paulo foi desrespeitoso para com o sumo sacerdote (uma autoridade religiosa), mas submeteu-se imediatamente a ele e ao tribunal, voltando com as suas palavras atrás, quando descobriu a quem tinha dirigido as suas palavras, não era outro senão o sumo sacerdote. Paulo sabia que o sumo sacerdote era uma autoridade instituída por Deus. Neste exemplo vemos claramente que a submissão é uma questão de atitude e que a vontade de obedecer a Deus, pela parte de Paulo, é absoluta. Outro exemplo maravilhoso e dos mais dignos que já li na bíblia, aconteceu quando o Senhor Jesus responde a Pilatos (João 19:11): “Não terias nenhuma autoridade sobre mim, se esta não te fosse dada de cima”. Pilatos não queria saber de Deus nem da Sua autoridade para nada. Mas o Senhor Jesus queria! Queria de todo o Seu coração submeter-se e obedecer ao Pai. Ele afirmou na Sua oração, no evangelho de Lucas 22:42 “Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua”. Temos sempre de procurar saber qual é a vontade de Deus para nos podermos submeter e obedecer a ela. O Senhor Jesus orou três vezes ao Pai, para ter mesmo a certeza, se era a vontade do Pai que Ele fosse para a cruz. A angústia da resposta fez Jesus suar sangue. Pode-se estar submisso e no entanto não receber nenhuma ordem. Pode-se estar submisso e não obedecer ás ordens. Mas a obediência a uma ordem resulta sempre do facto de se estar em submissão a uma autoridade. Sempre que precisamos de nos justificar de alguma coisa para alguém, é porque nos submetemos a essa pessoa e nela reconhecemos autoridade. Temos muito que aprender com estes exemplos. Os nossos egos gemem quando são confrontados com “injustiças” ou conflitos com as autoridades, sejam elas governamentais, patronais, filiais, etc, etc. Muitas das dificuldades que enfrentamos advêm da falta de humildade perante o que diz a Palavra de Deus. O nosso orgulho impede-nos de alcançar a tão desejada paz que é fruto do Espírito Santo de Deus. Mas é uma caminhada em direcção à perfeição e a minha fé e esperança é que se vai cumprir o que ensina o apóstolo Paulo, usado pelo Espírito Santo: Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus.(Filipenses 1:6).


A AUTORIDADE DE DEUS.

Rebelião

“Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria.” (1Samuel 15:23)

Insubmissão, insurreição, revolta, rebelião todos estes adjectivos descrevem um conjunto de sentimentos, atitudes e acções contrárias às ordens (mandamentos) e regras que Deus instituiu para nosso benefício, mesmo que muitas vezes não o entendamos como tal. Rebelião é quando deixamos de nos submeter e de obedecer a Deus e a quem Ele instituiu como autoridade sobre as nossas vidas. A rebelião foi o acto que satanás cometeu contra Deus, na sua arrogância, satanás idolatrou-se e no seu ego achou-se semelhante a Deus. Romanos 8:6 a 8, explica bem as causas da rebelião no ser humano: A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz; a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à Lei de Deus, nem pode, fazê-lo. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus.
No livro de Números capítulo 16, no Antigo Testamento, está relatado como alguns indivíduos se deixaram dominar pela carne, isto é, o orgulho falou mais alto e rebelaram-se contra Moisés, durante o percurso no deserto: “Corá, filho de Isar, neto de Coate, bisneto de Levi, reuniu Datã e Abirão, filhos de Eliabe, e Om, filho de Pelete, todos da tribo de Rúben, e eles se insurgiram contra Moisés. Com eles estavam duzentos e cinquenta israelitas, líderes bem conhecidos na comunidade e que haviam sido nomeados membros do concílio. Eles se ajuntaram contra Moisés e Arão, e lhes disseram: “Basta! A assembleia toda é santa, cada um deles é santo, e Jeová está no meio deles. Então, por que vocês se colocam acima da assembleia de Jeová?” Quando ouviu isso, Moisés prostrou-se, rosto em terra. Depois disse a Corá e a todos os seus seguidores: “Pela manhã oJeová mostrará quem lhe pertence e fará aproximar-se dele aquele que é santo, o homem a quem ele escolher. Você, Corá, e todos os seus seguidores deverão fazer o seguinte: peguem incensários e amanhã coloquem neles fogo e incenso perante Jeová. Quem Jeová escolher será o homem consagrado. Basta, levitas!” Moisés disse também a Corá: “Agora ouçam-me, levitas! Não lhes é suficiente que o Deus de Israel os tenha separado do restante da comunidade de Israel e os tenha trazido para junto de si a fim de realizarem o trabalho no tabernáculo de Jeová e para estarem preparados para servir a comunidade? Ele trouxe você e todos os seus irmãos levitas para junto dele, e agora vocês querem também o sacerdócio? É contra Jeová que você e todos os seus seguidores se ajuntaram! Quem é Arão, para que se queixem contra ele?” Então Moisés mandou chamar Datã e Abirão, filhos de Eliabe. Mas eles disseram: “Nós não iremos! Não lhe basta nos ter tirado de uma terra onde manam leite e mel para matar-nos no deserto? E ainda quer se fazer chefe sobre nós? Além disso, você não nos levou a uma terra onde manam leite e mel, nem nos deu uma herança de campos e vinhas. Você pensa que pode cegar os olhos destes homens? Nós não iremos!”

Estes homens deixaram de reconhecer a autoridade de Moisés e Arão e consequentemente deixaram de se submeter e obedecer a Deus. Pensaram que podiam tomar decisões melhores que Moisés e falar por Deus, afinal também se consideravam santos. Mas esqueceram-se de que quem estabelece a autoridade e a capacidade para a exercer é Deus e ninguém pode se auto-instituir. As consequências deste acto foram visíveis e dramáticas. Corá, Abirão e Datão, mais os seus seguidores foram engolidos vivos quando a terra se fendeu por debaixo deles. Desceram todos ao Sheol! E o fogo também consumiu duzentos e cinquenta líderes, oferecedores de incenso. É muito estreito o caminho de santidade, muito apertado, mas o Espírito Santo trabalha nos nossos corações, moldando o nosso carácter para nos ajudar nesse caminho e para nos aliviar dos fardos e “prisões”, que muitas vezes nem sabemos que temos. A rebelião é o caminho oposto da santidade. Deus diz assim: “sem santidade ninguém verá o Senhor.” (Hebreus 12:14b).

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Certas pessoas preferem falar de "ideais" morais em vez de regras morais, e de "idealismo" moral em vez de obediência. - C.S.Lewis

quinta-feira, 14 de abril de 2011

JESUS E A FIGUEIRA

De manhã cedo, quando voltava para a cidade, Jesus teve fome. Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas nada encontrou, a não ser folhas. Então lhe disse: “Nunca mais dê frutos!” Imediatamente a árvore secou. (Mateus 21:18,19)


Num canteiro ao pé de casa, no qual está plantada uma figueira, pude verificar que de facto, os figos nascem ao mesmo tempo que despontam as folhas. E compreendi porque Jesus amaldiçoou a figueira que não estava a produzir fruto, quando tudo o que se esperava é que o fizesse.

Então contou esta parábola: “Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Foi procurar fruto nela, e não achou nenhum. Por isso disse ao que cuidava da vinha: ‘Já faz três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não acho. Corte-a! Por que deixá-la inutilizar a terra?’ “Respondeu o homem: ‘Senhor, deixe-a por mais um ano, e eu cavarei ao redor dela e a adubarei. Se der fruto no ano que vem, muito bem! Se não, corte-a’ ”. (Lucas 13: 6 a 9)


“Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda.” (João 15:2)

Para bom entendedor esta palavra basta!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Quantas vezes por dia você afirma e espera que Deus o mude? A única coisa que você sabe dizer é que é um incapaz, um incompetente e espera. Mas espera o quê? Dirá você: que Deus me mude. Mas se você próprio não quer mudar irá Deus forçá-lo? Pense nisso! Deus não força ninguém a fazer algo que a pessoa não quer. E é mais cómodo dizer que não consegue, do que querer mudar. Mudança significa novidade e novidade significa algo que não se conhece, não se controla e se desconfia. Como posso dizer a Deus para me mudar se eu não confio nele e tenho medo dessa mudança? Dizer que se confia é uma coisa e confiar é outra. Tudo com Deus implica mudança, acção, ressuscitamento. Da antiga maneira de pensar, de fazer as coisas, de “levar” a nossa vida. Vou mudar o quê se já está bom assim? Sim, quero mais tranquilidade, mais harmonia, mais afecto, mais dinheiro, mais saúde, etc, etc. Mas não quero ter provação para saber que paz é que Deus dá. Quero aquilo que eu imagino, não aquilo que Deus pode querer fazer comigo, disso tenho medo! Quero ter a sabedoria de Deus para ficar mais sábio mas não quero saber para que ela serve. Quero ter a comunhão do Espírito Santo mas não quero fazer o que Ele manda fazer, nem ouvir o que Ele diz acerca de mim e do que eu devo fazer pelos outros. Será que não se poderá conciliar Deus e o mundo? Tudo isto implica mudança e responsabilidade. Não adianta pedir dons ao Espírito Santo se tudo o que se pretende é não se envolver o suficiente com os irmãos em Cristo. Tudo o que eu quero é ir à igreja e fazer as coisas de acordo com a minha vontade, disponibilidade, enfim ser eu no comando da minha vida. Será que a ajuda que pede ao Espírito Santo é só para Ele realizar para si, aquelas coisas que você não consegue mesmo fazer? Deus diz que a mentalidade da carne é morte e que a mentalidade do Espírito é vida (Romanos 8:6). Que das obras da carne nada se aproveita. Será que você tem algo para dar para Deus? Será que quando você diz que quando abdicou de algo em prol de seguir a Deus, não está a ser orgulhoso e a realizar uma obra da carne? Será que quando diz que está no deserto em algumas áreas da sua vida não está a dizer a Deus para ele ter especial atenção a si e ao que está a sofrer por Ele? Será que quando dizemos coisas como: “Mesmo quando estava no mundo eu já fazia isto, ou dizia aquilo”- achando que somos menos pecadores que os outros ou que por isso nos chegámos a Deus mais facilmente, não estaremos a ser presunçosos? As pessoas que sabemos que ainda estão no mundo gostam de chamar aos seus pecados de “fraquezas”; e as pessoas que estão dentro das igrejas gostam de lhes chamar “dificuldades”. Mas ninguém gosta de se reconhecer um pecador porque essa verdade implica uma mudança de carácter e de vida. Implica humilhar-se perante Deus e desejar mudar para não ofender mais Deus. Estas são coisas que temos de colocar para nós mesmos ao nos confrontarmos com a Palavra de Deus. E pedir ajuda ao Espírito Santo para Ele nos conduzir a toda a verdade para sermos libertos e aprendermos a mudar. Joyce Meyer afirma num livro seu:”O ciúme, a inveja e a comparação de si próprio com os outros é infantil. Isso pertence inteiramente à carne e não tem nada a ver com coisas espirituais. Mas é uma das principais causas para uma vida de deserto.” Ninguém gosta de ser ciumento, invejoso, mal disposto, irritante, queixoso, medroso, infeliz, etc, mas o diabo gosta que nós sejamos e muitas vezes concordamos com ele. Muitas vezes achamos que estamos a seguir Deus, mas quando não queremos ouvir verdadeiramente o que Deus diz esquivamo-nos ao confronto com Ele, e dizemos: Deus entende! Deus sabe o quanto é difícil! E Deus está simplesmente a dizer-nos com todo o amor: Confia em mim! Não temas! Sê forte! Confia em mim! É por causa do sangue de Jesus que podemos ser fortes, corajosos, confiantes, e não porque temos essas qualidades em nós para dar para Deus. Para Deus só temos, para pôr aos Seus pés, a nossa gratidão, por Ele nos estar a mudar e a tornar mais fortes, mais corajosos e confiantes. Porque Jesus disse:” Sem mim nada podeis fazer.” Eu acredito que Deus só quer mostrar-nos o que nós somos para que nós percebamos no que Ele nos pode transformar e a que lugares nos poderá transportar, se nós confiarmos Nele. “Ele está atraindo você para longe das mandíbulas da aflição, para um lugar amplo e livre, para o conforto da mesa farta e selecta que você terá.” (Jó 36:16). Eu tenho de perceber e aceitar que há coisas erradas em mim que irão ser mostradas pelo Espírito Santo, pois Ele é que nos convence do pecado. Ele é que expõe o que está errado connosco, não para nos derrubar mas para nos mostrar, do que Ele é capaz de fazer por nós. Para nos conduzir a um lugar amplo e livre. Longe de tormentos e de sentimentos que nos prendem e nos fazem mal. Longe do poder de satanás. Essa esperança começa a operar em mim e eu decido acreditar e pôr fé nela. Sem essa esperança que o Espírito Santo coloca nos nossos corações quando começamos a querer mudar e a nos parecermos mais com Jesus, que é o nosso modelo, o nosso modo de pensar e de agir nunca mudará. Por isso a fé e a esperança andam de mãos dadas apartir do momento em que decidimos fazer as coisas à maneira de Deus. Faço estas perguntas, agora, também para mim mesma: Os pensamentos e os caminhos de Deus são de facto mais altos do que os meus? É a bíblia o único local onde posso tomar conhecimento dos pensamentos de Deus? Estão os meus pensamentos de acordo com os pensamentos de Deus? Quanto é que eu estou disposta a arriscar para mudar os meus pensamentos e consequentemente as minhas acções? Só vale a pena fazer estas perguntas se estivermos dispostos a saber as respostas.

A MENSAGEM DA CRUZ


Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo mas para nós que estamos sendo salvos, é o poder de Deus. (1 Coríntios 1:18)

Que poder é este que o Senhor Jesus fala? É o poder de ressuscitar para a vida aquilo que estava morto. A bíblia revela-nos no evangelho de João 5:24, que: “Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida.” Aqui o Senhor fala da ressurreição dos mortos no último dia. Fala da Sua missão salvadora, das Suas palavras poderosas para nos redimir e salvar, indicando-nos o que devemos e como as devemos praticar nas nossas vidas. Quem não as ouve está a morrer e já está condenado à ira eterna. Quem as ouve e não as pratica está igualmente morto. Mas quem as ouve e as pratica já passou da morte para a vida eterna ao lado de Deus. É esse poder de ressuscitar o que está morto, que se baseia toda a vida contida em Jesus. Ele disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.” (João 10:10).
Há muitas partes mortas nas nossas vidas que precisam de ressuscitar; sejam sonhos que se esvaíram com o tempo, esperança, mudanças, planos colocados de parte, desejos, alegria, vontade, cura e outros. Há também coisas mortas em nós que nos tiram a alegria de viver e a vontade de ser alegre. Essa é a mensagem da cruz, a boa nova, que nos diz: É possível ressuscitar para a vida. “Mas Jesus lhe disse: “Siga-me, e deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos”. (Mateus 8:22),” E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”. (João 8:32). 
É loucura pensar que um homem, ensanguentado, moído de pancada, pregado numa cruz, é o verdadeiro e único Deus em carne e osso. Não é a imagem que se faz de alguém poderoso e vitorioso. Mas a Bíblia revela-nos que o Senhor Jesus é Deus mas despido da Sua glória! Certamente não foi a imagem que os Seus discípulos esperavam ver de alguém que se dizia Filho de Deus e Rei. Também nós temos dificuldade de entender a fundo o que esse caminho que Ele trilhou, significa verdadeiramente. E o porquê de ter sido dessa forma, tão sofrida e para nós tão desnecessária, para alguém que se diz Deus. Estamos no fundo um pouco desapontados e confusos. Então Jesus não dizia que era vida? E morreu? Então Deus pode morrer? E se morreu porque não pôde morrer cheio de pompa e circunstância como é devido aos grandes reis e senhores?
Afinal morreu na maior agonia humana e numa cruz dedicada aos malditos e malfeitores. Como pode ser Deus?

Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. Ele escolheu o que para o mundo é insignificante, desprezado e o que nada é, para reduzir a nada o que é, a fim de que ninguém se vanglorie diante dele.(1 Coríntios 1:27 a 29)

“Jeová fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós.” (Isaías 53:6b)

“Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará satisfeito; pelo seu conhecimento meu servo justo justificará a muitos e levará a iniquidade deles.” (Isaías 53:11)

A principal razão da nossa morte ainda em vida é o pecado! 
O pecado afasta-nos de Deus, do conhecimento de Deus, da presença de Deus. Você não acredita no pecado? Não? É uma palavra feia, antiquada e religiosa, que não está no seu vocabulário moderno e progressista? É isso? Como você chamaria ao acto do seu marido ou esposa, ou namorado (a), ou companheiro (a), ou alguém com quem mantém uma relação amorosa o (a) traísse com outra pessoa? Traição? Adultério? E supondo que é vitima de uma burla, ou de um roubo, ou de um abuso? Ou se fosse você mesmo a cometer esses actos? Uma coisa é certa: Nem na lei de homens são actos ou atitudes dos quais alguém se deva orgulhar e certamente serão punidos pela lei. Quanto mais na Lei de Deus! Chamam-se pecados! E a linguagem de Deus é atemporal e universal, não há como fugir dela. Foi Deus quem decretou o que é certo ou errado, o que é verdadeiro e o que é falso; o que é correcto e o que é incorrecto. E nós temos liberdade, dada por Ele, para deturpar e perverter o que Ele diz. E pagar o preço disso também.
Por isto o Senhor Jesus foi para a cruz, como o mais miserável dos homens, pois é o que nós somos quando estamos afastados da presença de Deus por causa dos nossos pecados:

“Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.” ( 1 Coríntios 5:21)

Quando você se voltar para Jesus Cristo, inclinar os seus ouvidos e abrir o seu coração para as Suas palavras, coisas maravilhosas começarão a acontecer-lhe. Vou exemplificar na Palavra de Deus, que é a Bíblia:

Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus (reconciliados podendo entrar na presença de Deus e as nossas orações serem ouvidas), o que de facto somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser (ressuscitados com um corpo glorificado), mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele (ao Senhor Jesus), pois o veremos como ele é. Todo aquele que nele tem esta esperança (de alcançar a vida eterna) purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro. Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei (de Deus); de fato, o pecado é a transgressão da Lei. Vocês sabem que ele se manifestou para tirar os nossos pecados (o Senhor Jesus fez-se igual aos homens), e nele não há pecado. Todo aquele que nele permanece (quem ouve e pratica as Suas palavras) não está no pecado. Todo aquele que está no pecado não o viu nem o conheceu (é um pecador destinado à ira de Deus e ao inferno). (1João 3: 1 a 6).

“Respondeu Jesus: “Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele.” (João 14:23)

“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”. (Actos dos Apóstolos 1:8)

“Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu (de Jesus Cristo) e o tornará conhecido a vocês.” (João 16: 13,14)

“Digo-lhes a verdade: Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o Pai. E eu farei o que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. O que vocês pedirem em meu nome, eu farei.” (João 14: 12 a 14)

“ Disse-lhe Jesus: “Não lhe falei que, se você cresse, veria a glória de Deus? (veria o milagre acontecer)” (João 11:40)

Estes são alguns exemplos da loucura da mensagem da cruz. A Bíblia está recheada de coisas maravilhosas prometidas por Deus, para quem decidir entregar a sua vida para o Senhor Jesus. Você tem conhecimento de algo mais louco do que alguém morrer pregado numa cruz para assim curar, libertar e salvar toda a raça humana? E, que antes de assim morrer, afirmar que iria ressuscitar ao fim de três dias? Mas você ainda pode dizer que houve muitos que morreram numa cruz. Então pense só nisto: que probabilidades teria de sobreviver ao tempo, um episódio aparentemente tão banal, de um suposto criminoso, morto às mãos de um obscuro perfeito de uma pequena província do Império Romano, chamado Pôncio Pilatos? Provavelmente nenhuma! Porque então, teria o poder de perdurar no tempo, a ponto de dividir toda a história humana em duas partes: antes e depois do seu próprio nome, Jesus Cristo? Pense bem, não existe nem nunca existirá, a divisão da história da humanidade em antes e depois de outro nome que não seja Jesus Cristo, o Senhor! E porquê? Porque nenhum deles é Deus! Quando qualquer pessoa deste mundo, seja de que cultura for, precisar de emitir um documento oficial, a data desse documento terá escrito nele: 2011. Há 2011 anos que o Senhor Jesus veio a este planeta com uma missão salvadora que mais ninguém poderia executar. Só Deus tem sangue puro! Só Deus pode perdoar pecados! Só Deus pode salvar a Humanidade da perdição eterna! Esta é realmente uma mensagem muito louca , com um símbolo muito louco, com seguidores muito loucos, que têm a certeza de coisas que esperam e a convicção de coisas que não vêem. Esta mensagem terá um dia um fim mas para os loucos por Jesus Cristo que já estarão salvos, foi o poder de Deus.