sábado, 27 de agosto de 2011


AI MEU DEUS!

Alguma vez, você pensou que o Senhor se apartou de si, no meio de uma aflição pela qual está a passar? Você ora, clama, chora, desespera-se e parece que o Senhor está surdo, mudo e distante? Você grita: Pai, onde estás? Onde? Há momentos em que isso acontece e Deus explica porquê: Deus o deixou, para prová-lo e para saber tudo o que havia em seu coração. (2Crónicas 32:31b); Deus, que prova o nosso coração. (1Tessalonicenses 2:4b); O SENHOR prova o justo, mas o ímpio e a quem ama a injustiça, a sua alma odeia. (Salmo 11:5). A prova muitas vezes tem destas coisas... um desnorteamento, um pânico, uma desconfiança insuportável. Há momentos na nossa caminhada cristã em que só nós podemos decidir continuar ou retroceder; em perseverar ou desistir; nada nem ninguém poderá decidir por nós: Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor... Só nós mesmos nos podemos afastar d'Ele. Acabei de ler em Mateus 27:41 a 43 assim: Da mesma forma, os chefes dos sacerdotes, os mestres da lei e os líderes religiosos zombavam dele, dizendo: “Salvou os outros, mas não é capaz de salvar a si mesmo! E é o rei de Israel! Desça agora da cruz, e creremos nele. Ele confiou em Deus. Que Deus o salve agora, se dele tem compaixão, pois disse: ‘Sou o Filho de Deus!’ ” Muitas vezes as pessoas que nos conhecem e não são de Jesus dizem assim: Onde está o teu Deus? Bem que eu te dizia que isso não ía dar em nada! Bem que te avisei! Mas... alguma coisa dentro de nós clama: Para onde irei, se só tu tens as palavras de vida eterna? No episódio de Genesis 32 em que Jacó luta com Deus, sabemos que Jacó estava com muito medo de se encontrar com o seu irmão Esaú. Eles tinham cortado relações e estado separados sem se verem durante muitos anos e Jacó sabia que havia fortes possibilidades de Esaú se querer vingar dele por causa da usurpação da sua parte, da benção que cabia a Esaú. O medo instalou-se em Jacó e a luta com Deus durou toda a noite. Jacó estava só, sem familiares, amigos ou servos, mas clamou: “Não te deixarei ir, a não ser que me abençoes”. (Genesis 32:26). Perseverou! Mas então, o que aconteceu depois a Jacó? Então disse o homem: “Seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel, porque você lutou com Deus e com homens e venceu”. (Genesis 32:28); Jacó nasceu de novo, teve um encontro pessoal com Deus, Deus falou com ele e abençoou-o com um novo nome. Deus levou-o a um conhecimento de Si mais profundo. Jesus disse na cruz: Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? Por que estás tão longe de salvar-me, tão longe dos meus gritos de angústia? Meu Deus! (Salmo 22:1,2). Mas após o sofrimento na cruz, Jesus foi exaltado à mais alta posição e Deus lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. (Filipenses 2:9b a 11). As provas acontecem para crescermos no conhecimento e na comunhão com Deus. Não há outra forma de saber se estamos no caminho rumo à vida eterna. Como seres humanos temos a tendência para nos acomodarmos, sobretudo nós que temos tanto conforto e tecnologia para nos satisfazer, como nenhuma outra geração atrás teve. Estamos habituados a tomar aspirinas à menor suspeita de dor de cabeça, por isso é tão fácil perceber porque temos tanta facilidade de fugir das provações em que Deus nos coloca. Mas pensemos assim, se fosse uma coisa má como quase sempre nos parece, Deus nunca permitiria que elas viessem para os Seus filhos: Pois o SENHOR ama quem pratica a justiça, e não abandonará os seus fiéis. (Salmo 37:28); Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele”. (João 14:21). 

Senhor meu Pai, em Nome de Jesus que é o nome que está acima de todo o nome, ajuda-me a perseverar nas provas, para que o meu conhecimento de Ti e a minha comunhão Contigo seja mais profunda. Obrigado por me abençoares. Amém!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O AVIVAMENTO COMEÇA DENTRO DE NÓS

 Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós
vivamos uma vida nova. (Romanos 6:4).
Somos novas criaturas, com uma nova vida, uma nova mente, um novo carácter e uma nova conduta moral.
Se dessa forma fomos unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição. Pois sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado seja destruído, e não mais sejamos escravos do pecado; pois quem morreu, foi justificado do pecado. (versículos 5,6). Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus desejos. (versículo 12). Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna. (versículo 22)...porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte. (Romanos 8:2). Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem vive de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja. (versículo 5). E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vocês, aquele que ressuscitou a Cristo dentre os mortos também dará vida a seus corpos mortais, por meio do seu Espírito, que habita em vocês. (versículo 11).
O avivamento começa dentro de nós. É a vida do Senhor Jesus que começamos a viver - Digo-lhes a verdade: Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o Pai. (João 14:12)-O Espírito dá vida a carne não produz nada que se aproveite. (João 6:63). A nossa nova natureza vive dentro de nós e o apóstolo Paulo aconselha-nos: Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.
Esta é a nossa participação, a nossa decisão de nos negarmos a nós mesmos. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Por isso, pela graça que me foi dada digo a todos vocês: Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu. (Romanos 12:1 a 3).
O avivamento dentro de nós produz SANTIDADE. A humildade e a obediência são os seus frutos.
Se devemos realmente ser humildes, não somente diante de Deus, mas também diante dos homens, se a humildade deve ser nossa alegria, temos de ver que ela não é apenas a marca da vergonha por causa do pecado, mas, independentemente de todo pecado, humildade é estar revestido com a própria beleza e bem-aventurança do céu e de Jesus.(Andrew Murray)
A obediência ficou demonstrada pela própria conduta do Senhor Jesus Cristo, durante a Sua permanência nesta terra. Tudo o que Ele viu, pensou, falou, decidiu e fez, foi sempre em obediência a Deus Pai. Essa é a natureza de uma mente renovada, viva, santa e agradável a Deus. Essa é a vida que pulsa dentro de nós, pela fé em Deus e no Senhor Jesus Cristo. Por isso o Senhor diz, através desta carta de Paulo aos Efésios 1:3: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que nos abençoou com todas as bençãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Tudo foi feito e conquistado na cruz pelo Senhor Jesus para que possamos viver essa vida abençoada. Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito procedente de Deus, para que entendamos as coisas que Deus nos tem dado gratuitamente.(1Coríntios 2:12), Quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente. Mas quem é espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo por ninguém é discernido; pois “quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo?” Nós, porém, temos a mente de Cristo. (versículos 14 a 16).
Nós estamos vivos por causa de Jesus Cristo e do poder do Seu Espírito Santo, por isso o avivamento começa em nós e produz FÉ, SANTIDADE, HUMILDADE e OBEDIÊNCIA. Estas são bençãos que nos encaminham para a vida eterna.





terça-feira, 23 de agosto de 2011

No Salmo 89 tomamos conhecimento das promessas com as quais o Senhor abençoou David, a partir do versículo 19. É o mesmo Senhor que nos quer abençoar hoje:

REVELAÇÃO
Numa visão falaste um dia, e aos teus fiéis disseste:

CONSAGRAÇÃO
“Cobri de forças um guerreiro, exaltei um homem escolhido dentre o povo.

PROVIDÊNCIA
Encontrei o meu servo David; ungi-o com o meu óleo sagrado. A minha mão o susterá,
e o meu braço o fará forte.

PROTEÇÃO
Nenhum inimigo o sujeitará a tributos; nenhum injusto o oprimirá. Esmagarei diante dele os seus adversários e destruirei os seus inimigos.

VITÓRIA
A minha fidelidade e o meu amor o acompanharão, e pelo meu nome aumentará o seu poder.

AUTORIDADE
A sua mão dominará até o mar, sua mão direita, até os rios.

CONFIANÇA
Ele me dirá: ‘Tu és o meu Pai, o meu Deus, a Rocha que me salva’.

GRAÇA
Também o nomearei meu primogênito, o mais exaltado dos reis da terra.

ALIANÇA ETERNA
Manterei o meu amor por ele para sempre, e a minha aliança com ele jamais se quebrará.

VIDA ETERNA
Firmarei a sua linhagem para sempre, e o seu trono durará enquanto existirem céus.

DISCIPLINA
Se os seus filhos abandonarem a minha lei e não seguirem as minhas ordenanças, se violarem os meus decretos e deixarem de obedecer aos meus mandamentos, com a vara castigarei o seu pecado, e a sua iniqüidade com açoites;

AMOR
Mas não afastarei dele o meu amor;

FIDELIDADE
Jamais desistirei da minha fidelidade. Não violarei a minha aliança nem modificarei as promessas dos meus lábios.

SANTIDADE
De uma vez para sempre jurei pela minha santidade, e não mentirei a Davi, que a sua linhagem permanecerá para sempre, e o seu trono durará como o sol; será estabelecido para sempre como a lua, a fiel testemunha no céu.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011


Nova consciência

Não tenho nenhuma pretensão de que as palavras escritas neste blog, sejam minhas, sejam de outras pessoas citadas por mim, venham a substituir o que está escrito na Bíblia que é a Palavra de Deus. Pretendo sim partilhar aquilo que aprendo e colocá-lo à prova de quem leia e até não concorde muitas vezes mas tenha o prazer de comunicar em amor, a sua opinião, para crescermos juntos. Nada neste caminhar é estanque. A opinião dos outros é importante porque Deus trabalha em nós, no nosso carácter quando estamos em confronto com outras pessoas, além de que Ele nos fez seres comunicantes. Só há muito pouco tempo é que me tem sido dado a perceber a profundidade do mal contido no orgulho, e o enorme valor que a humildade de coração em oposição tem para Deus. Claro que todos sabemos de uma forma ou outra o que significa orgulho mas eu estou a falar de uma condição, numa busca em Deus do que é a santidade e perceber o que está contido nas palavras de Jesus verdadeiramente. Conhecemos o que está escrito mas não conhecemos o suficiente da profundidade delas. Precisamos de revelação e da graça de Deus a operar no nosso íntimo, para matar o nosso ego, e claro o combustível que o alimenta, ou seja... o orgulho! A humildade é fruto de uma busca de santidade! Estou a aprender, com temor, porque começo verdadeiramente a conhecer o peso que as palavras, os actos, e as intenções têm na nossa caminhada. Tudo é posto à prova. Andrew Murray no seu livro sobre - a humildade- diz: A vida dos santos tem necessáriamente de exibir o selo de liberdade e plena restauração do seu estado original; todo o seu relacionamento com Deus e com o homem tem de ser marcado por uma humildade que a tudo permeia. Sem isso não pode permanecer verdadeiramente na presença de Deus ou experimentar do Seu poder e o poder do Seu Espírito; sem isso não há fé, ou amor, ou regozijo ou força permanentes. Também afirma: Durante muito tempo conhecemos o Senhor sem perceber que a mansidão e a humildade de coração devem ser os aspectos distintivos do discípulo assim como foram do Mestre. Essa humildade não é algo que virá por si mesma, mas deve ser feita o objecto de especial desejo, oração, fé e prática. Vamos ver que quando temos a percepção do nosso orgulho e de nossa impotência para expulsá-lo, o próprio Jesus Cristo virá para dar essa graça também como parte de sua maravilhosa vida dentro de nós. Aqui lembro-me do que o Senhor Jesus falou para Nicodemos em João 3:5: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito. Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessário que vocês nasçam de novo. Murray continua: A vida de Deus, a qual, na encarnação, entrou na natureza humana, é a raíz da qual devemos estar firmados e crescer; é o mesmo poder grandioso que trabalhou lá, e desde então ruma para a ressurreição, que trabalha diáriamente em nós. A nossa única necessidade é estudar e conhecer a vida que agora é nossa e espera pelo nosso consentimento para ganhar possessão e domínio em todo o nosso ser. Somos filhos de Deus e temos de diminuir para Ele crescer, como disse João Batista. A diminuição do ego é proporcional ao crescimento da humildade e da liberdade em Cristo. Em Lucas 9:48 lemos: Aquele que é o menor entre vós, esse será o maior. Será que eu me considero a menor entre os irmãos em Cristo? Parece-me que ainda estou como os discípulos de Jesus na Santa Ceia estavam: São impotentes os nossos esforços e todos os ensinamentos externos para vencer o orgulho ou dar o coração manso e humilde. Durante três anos os discípulos andaram com Jesus e ele disse-lhes: Aprendei de mim pois sou manso e humilde. Ele falava assim a todos, às multidões, aos fariseus, aos discípulos. O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir. Ele lavou os pés dos discípulos e disse para eles seguirem o seu exemplo. Mas serviu de pouco. Na Santa Ceia ainda discutiam qual deles seria o maior. Isso ensina-nos que a lição mais necessária é que nenhuma instrução exterior, mesmo vinda de Jesus, nenhum argumento por mais convincente que seja; nenhuma percepção da beleza da humildade, por mais profunda que seja, nenhuma decisão pessoal ou esforço, por mais sincero e sério que seja, pode expulsar o mal do orgulho. Quando satanás expulsa satanás isso serve apenas para introduzir novamente um poder mais forte, ainda mais oculto. Nada pode ser útil, a não ser isto: que a nova natureza em sua divina humildade seja revelada em poder para tomar lugar da velha, para tornar a nossa natureza tão verdadeira como nunca foi. Pelo que eu entendi, Murray está a dizer que o nosso orgulho veio de Adão, resultado da queda e que a nossa humildade vem de Jesus quando a vida de Jesus entra em nós e que nessa nova vida a humildade tem de tal modo ser fácil para nós como era fácil antigamente ser orgulhoso. Ou seja, onde abundou o pecado, transbordou a graça. A humildade de Jesus não consiste meramente em opiniões ou palavras de auto-depreciação, mas como Paulo coloca, em “um coração de humildade”, cercado de compaixão e amabilidade, mansidão e longanimidade,a doce e humilde gentileza reconhecida como a marca do Cordeiro de Deus. Eu entendo assim, que a humildade é como um puxador de porta que ao se rodar a abre para uma nova liberdade, sem peso, sem conflito, sem comparação com os outros e sem complexos. Em esforçar-se por ter as experiências mais elevadas da vida cristã, o crente está frequentemente sob o perigo de visar e de se regozijar no que alguém pode chamar de a virtude mais humana e valorosa, como ousadia, alegria, desprezo ao mundo, zelo, auto-sacrifício – até mesmo os estóicos ensinaram e praticaram isso – enquanto as mais profundas e gentis, as mais divinas e as mais celestiais graças, aquilo que Jesus primeiro ensinou sobre a terra, pois trouxe do céu, aquilo que está mais evidentemente ligado à Sua cruz e com a morte do ego – pobreza de espírito, mansidão, humildade, modéstia – são raramente consideradas ou valorizadas. O homem humilde pode louvar a Deus quando outros são preferidos e abençoados antes de ele ser. Temos de vigiar para que o maligno não ganhe terreno sobre o nosso coração, daí a importância da oração na qual está incluída a comunhão com Deus, meditar na Palavra e pedir revelação e sabedoria ao Senhor. Querer conhecer mais do nosso Senhor e assim entregarmo-nos com amor e temor a Ele. Para que não aconteça connosco o que aconteceu com aquele homem que subiu ao templo para orar, em Lucas 18:11: Ó Deus graças te dou porque não sou como os demais homens...nem ainda como este publicano. O ego acha razão para a sua satisfação naquilo que é apenas o motivo para as acções de graças, nas próprias acções de graças que rendemos a Deus e na própria confissão de que Deus fez tudo isso. Sim, até mesmo no templo, quando a linguagem de penitência e confiança somente na misericórdia de Deus é ouvida, o fariseu pode começar a louvar e agradecendo a Deus, estar a congratular-se a si mesmo. O orgulho pôde vestir-se com vestes de louvor ou de penitência. Deixa-nos a pensar estas palavras, porque faz com que olhemos com outra perspectiva para os nossos corações e para o que acontece dentro de nós."Não existe maior sinal de um orgulho confirmado do que julgar-nos suficientemente humildes", como disse William Law. Jesus está constantemente a avisar-nos quanto a isso. Nos evangelhos especialmente no de João, Jesus revela-nos o tempo todo a importância da humildade e da obediência ao Pai e Seus ensinamentos, Paulo, Pedro, João, Tiago e outros, fizeram o mesmo após o Pentecostes, onde deixaram as questões mais carnais aos pés de Jesus e ganharam o poder do Espírito. Ainda estou só no começo desta nova consciência. Graças a Deus, ela está a abrir-se e a revelar-se a cada dia. Faça comigo esta oração: Querido Pai, que a humildade de Jesus esteja em mim e ao meu redor, pelo Teu poder em Nome de Jesus. Amém!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011


10h da manhã

“Quem me dera arranjar um lugarzinho para o carro mais perto da porta. O culto já deve estar a começar e os lugares mais à frente devem estar todos ocupados. Não gosto nada de ficar atrás, porque quando todos se levantam eu não vejo bem o altar. Bolas, se ao menos tivesse convencido o meu Manel a vir, tinha companhia...mas ele não quer nada com Deus, nem com as coisas da igreja... diz que são todos uns ladrões, paciência, Deus ainda há-de tocar no coração dele, tenho fé...o que será que ele fica a fazer enquanto eu estou na igreja? Deve ir para o café! Olha só, quanta gente hoje, já começaram os louvores... não gosto nada deste louvor. É muito mexido! Gosto daqueles que me fazem chorar com as mãos no ar... isso sim, são corinhos lindos, mas este parece que estou a ver o festival da canção. Aqui não me sento, aquele homem não tem bom aspecto, até parece que bebeu, vou mais lá para a frente, aqui está bom. Que lindo vestido tem a mulher do pastor, e pintou o cabelo, fica-lhe assim assim aquele corte de cabelo, e aquela cor do vestido não lhe cai bem, haviam de ver quando eu era mais nova, isso sim fazia rodar algumas cabeças na rua... sorriso...olha o pastor vai falar...bommmm dia!!! Tudo bemmmmm!!! Amémmmmm!!! Aleluia!!! É para abrir a Bíblia onde? Onde? Bolas não ouvi, vou perguntar à irmã aqui ao lado, ela nem olha para mim tenho vergonha de interromper... bom, vou fingir que estou a perceber tudo...tou perdida! Que irei fazer para o almoço? Não estou com imaginação nenhuma... tenho umas costeletas descongeladas, talvez se fizer um arroz e uma salada... o meu Manel é que está farto de costeletas...talvez umas entremeadas com batatas a murro... é mais fácil e ele pode fazer o lume com o carvão, ele tem jeito para essas coisas. Vou fingir que vou à casa de banho para lhe telefonar a avisá-lo e para ele comprar umas cervejitas...não tem mal pois não? Jesus também bebia vinho, parece-me até que a cerveja é mais fraca e até se recomenda às grávidas. O pastor é tão sério, que grande fé ele deve ter...vê-se logo pelo jeito dele e culto também, sabe versículos de cor e tudo. O meu Manel só percebe de bola. Será que é a mulher do pastor que lhe passa as camisas? Porque é que o general teve de tomar banho sete vezes no rio Jordão? Não bastava uma? Ás vezes é dificil de entender a Bíblia. E o tal profeta que não aceitou os presentes que o general tinha para lhe dar? Não se percebe! Até é uma falta de educação. A mim se me sair o euromilhões toda a gente que eu conheço terá uma fatia. Isso é que é ser generosa. E depois eu e o meu Manel vamos até Tróia comer uma mariscada. Isso é que é benção! Vamos orar sim...baixar a cabeça...dar as mãos aos irmãos do lado...este aqui tem a mão suada... que nojo...enfim...nunca consegui falar em línguas...é tão esquisito isso...se o meu Manel ouvisse então é que dizia que éramos todos loucos e nunca mais cá punha os pés...ele é muito terra a terra e estas coisas fazem-lhe confusão... até a mim. Acho que vou sair um pouquinho mais cedo para não apanhar a enchente da saída e o carro ainda está longe...espero que ninguém me tenha entalado porque estou a ficar com uma espécie de pressa e com fome também. Bom... lá vou...ninguém dá por isso. Glória a Deus! Amém Jesus!

Se vem à igreja para conversar consigo própria, nem se dê ao trabalho, Deus fica à espera!

domingo, 14 de agosto de 2011

O ilusionista

Um ilusionista é alguém que fabrica ilusões. E uma ilusão é um engano dos sentidos, um engano de pensamento ou uma esperança irrealizável. Eu sei que satanás é o rei do ilusionismo. Vejam só, satanás não cria nada, ele não tem esse poder. Mas a partir de algo que Deus criou, ele é capaz de transformar uma coisa boa, numa coisa má. Pode “agarrar” uma verdade e transformá-la numa mentira. Vou dar um exemplo: Uma mãe ama a sua filha e a filha sente-se segura nesse amor. Isso é algo bom e verdadeiro vindo de Deus. Um dia a filha pequenina perde-se da mãe e fica completamente apavorada. Pela primeira vez percebe que está só e sem segurança e o medo toma conta dela. Satanás plantou uma semente maligna na criança. Agora bastava esperar, deixá-la crescer e regá-la de vez em quando. Quando chega a altura de ir para a escola, a criança é separada do seu “porto de abrigo” que é a mãe e encontra-se numa casa que não conhece, rodeada de pessoas que não conhece, a aprender coisas que não lhe interessam e odeia tudo isso. Insiste com todas as suas forças para demonstrar à mãe o quanto odeia ir para a escola: vomita, deita sangue pelo nariz, chora, bate nos colegas mas não consegue convencer a mãe, que continua a mandá-la para aquele lugar, que ela odeia, dia após dia. Então a criança chega à conclusão que a mãe não a ama. Na sua pequenina mente ela estabelece uma ligação: disciplina é sinónimo de que não a amam. Ela passa a odiar a disciplina. E descobriu a evasão mental. A criança cresceu nessa ilusão, nessa mentira. Satanás alimentou essa evasão anos e anos até que ao mais pequeno sinal de alarme interno, a auto-defesa já se levantava e a evasão era automática. Todo o seu emocional ficou submetido e condicionado ao medo de não ser amada. Cada indivíduo tem a sua prisão e as suas máscaras. Porquê? Porque a Palavra de Deus que é a Bíblia informa-nos que o mundo jaz no maligno. E o maligno é satanás. O mundo foi-lhe entregue por Adão e Eva quando pecaram. Custa a entender estas coisas porque Deus poderia acabar com satanás e as suas maldades com um simples sopro da Sua poderosa boca mas não o faz e no entanto Ele ama-nos. Na verdade, satanás esforça-se para nos provar que Deus não nos ama, da mesma forma como quis provar à criança que a sua mãe não a amava quando a obrigava a ir para a escola. Ele só transformou a verdade do amor da mãe por sua filha, numa ilusão mentirosa. É por isso que ele é o pai da mentira (João 8:44) e só veio para roubar, matar e destruir (João 10:10). Mas quando Jesus vem até nós, através do Seu Santo Espírito, mostrando-nos o pecado e a liberdade, satanás nada pode fazer, quando nos rendemos ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo que o derrotou na cruz do Calvário: Aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que pratica o pecado é do Diabo, porque o Diabo vem pecando desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. (1João 3:7b,8), Ora, o Senhor é o Espírito e, onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade. E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem (o evangelho da glória) estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito. (2Coríntios 4: 17,18), O deus desta era (satanás) cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. Mas não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor, e a nós como escravos de vocês, por causa de Jesus. Pois Deus, que disse: “Das trevas resplandeça a luz”, ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. (2Coríntios 4:4 a 6). Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. (1Coríntios 11:32), Vocês se esqueceram da palavra de ânimo que ele lhes dirige como a filhos: “Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho”. (Hebreus12:5,6). A pessoa que se defende para não ser magoada, não é capaz de se libertar desses demónios opressivos instalados na sua mente. Mas quando verdadeiramente se entrega a Jesus Cristo, o Espírito Santo vai capacitá-la com o Seu poder, para ela criar confiança em Jesus e Lhe entregar os seus fardos, dos quais muitas vezes ela nem sabe que os tem, por a mentira já se ter tornado uma verdade na sua vida. A ilusão de que se vive uma vida boa por vezes nos é mostrada quando sentimos um vazio, uma sensação de que algo não está bem connosco. Mas tudo isso só é verdadeiramente revelado e curado quando Jesus opera o seu poder curativo nas nossas feridas e nos liberta da opressão de satanás. Carregar a nossa cruz e seguir Jesus como Ele nos aconselha, é na verdade doloroso. Olhar para o pecado que está em nós quando ele vem das trevas para a luz, dói, porque sabemos o mal que está nele, mas a liberdade que experimentamos quando somos curados e vivemos a paz que excede todo o entendimento, garante-nos que não estamos sós e que Deus é o nosso Pai: Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-poderoso pode dizer ao SENHOR: “Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio”. (Salmo 91:1,2).

O processo de libertação

Quem é que nunca ouviu a seguinte frase: A vida é minha, faço dela o que eu quiser e ninguém tem nada a ver com isso! Esta frase e tudo o que ela implica, morre no coração e nos lábios de um cristão. A vida, essa que afirmamos ser nossa, entregamo-la a Jesus na esperança de que Ele cuide dela, pois Ele é o nosso Deus e Salvador. Todo o cristão faz parte de uma família que não nasceu da carne e do sangue mas nasceu de Deus. Essa nova família chama-se Corpo de Cristo. Não somos obrigados a pertencer a essa família. Antes, decidimos carregar as nossas cruzes e seguir Jesus. E Ele diz que nós somos o Seu Corpo e isso é algo sagrado. Como tal temos de nos comportar de uma forma santa e consagrada a Ele. Deus vai cuidar de cada membro desse corpo individualmente, tratando-o, curando-o, limpando-o, banhando-o no Seu rio de águas vivas limpas e puras, perfumando-o com um aroma agradável a Ele. É preciso crer nisso para confiar de que o Senhor usa irmãos em Cristo, para nos ajudar a ver e a tratar o que não está bem e não está de acordo com a vontade de Deus. Isso implica exposição dos nossos egos, o que envolve trazer à luz os nossos pecados, medos, complexos, defeitos, traumas, doenças, e tantas outras coisas sobre nós que por vezes desconhecemos mas que estão enraizadas nos nossos corações. Essa exposição vai fazer-nos sofrer. Você que está a ler isto, recorda-se da menina do princípio deste texto, que cresceu com medo de não ser amada, devido às maldosas e ilusórias manipulações de satanás? Está curada desse medo! O Senhor, através do Seu grande amor e poder, trouxe à luz essas trevas e todos os pecados subjacentes a elas. O apóstolo Paulo disse assim: Se devo orgulhar-me, que seja nas coisas que mostram a minha fraqueza. (2Coríntios 11:30). Pois, quando sou fraco é que sou forte. (2Coríntios12:10b). Tudo é trazido à luz no corpo de Cristo e é lá tudo exposto, tratado e sarado. Não estou a dizer que o corpo de Cristo vá substituir a comunhão individual que cada um procura ter com o Senhor. Mas estou a dizer que o Senhor decidiu que teríamos de depender uns dos outros em profunda afeição e amor para sermos ajudados. Deus usa irmãos em Cristo para nos tratar. Porque esses medos levam algumas vezes a pecar contra irmãos, aos quais teremos de pedir perdão com sincero arrependimento e isso expõe os nossos podres, os nossos pecados perante eles. Derruba as máscaras que arrastamos do passado e onde nos escondemos. Temos de descansar no abrigo e à sombra do Altíssimo sabendo que Ele é o nosso refúgio, a nossa fortaleza e confiar Nele, ao ponto de não importar mais o que irão pensar de nós. Só importa o que o Senhor pensa de nós e isso humilha o nosso ego altamente alimentado pelo orgulho. Mas também, conduz-nos depois a um local de verdadeira liberdade, onde a opressão já não existe, onde cremos que somos amados pelo nosso Pai, pelo Espírito Santo que habita em nós. Vem uma paz que realmente excede todo o entendimento e um bálsamo que restaura as nossas forças espirituais, emocionais e físicas. Experimentamos a misericórdia do Senhor. O Senhor diz assim: Quero, porém, que entendam que o cabeça de todo homem é Cristo, e o cabeça da mulher é o homem, e o cabeça de Cristo é Deus. (1Coríntios 11:3), Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou (Jesus) cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância. (Efésios 1:22,23), Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. (1Coríntios 12:27). Dizemos: Deus ajuda-me a ser um vaso novo, a andar no teu caminho. E o Senhor responde assim: E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função. (Efésios 4:11 a 16). Se por estarmos em Cristo nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. (Filipenses 2:1 a 4). Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. (Gálatas 6:2). 

 

sábado, 23 de julho de 2011

jornalismo cego

Não posso deixar passar impune a notícia de que um “fundamentalista cristão” foi o responsável pelo atentado à bomba em Oslo, seguido de um tiroteiro contra pessoas indefesas. A minha indignação fica aqui exposta contra a ignorância espiritual dos jornalistas que publicam essas notícias. Um fundamentalista cristão nunca poderia prepertar tal acto que para ele seria totalmente impensável, porque violaria os dois principais mandamentos pelos quais, todo o verdadeiro cristão se rege: Respondeu Jesus: “ ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’ . Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’ . Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”. (Mateus 22:37 a 40). Um cristão fundamentalista está mais preocupado em agradar e obedecer à Lei de Deus que o obriga a afastar-se do pecado e amar o próximo. A busca da santidade está numa rota totalmente oposta à busca de fazer justiça pelas suas próprias mãos. O temor e a vontade de obedecer a Deus é superior a tudo. Quando um jornalista escreve “fundamentalista cristão” num conceito semelhante a “fundamentalismo islâmico”, ou usa o termo extrema-direita para ilustrar um conservadorismo religioso ou qualquer outra ideia que esteja associada na sua mente, está completamente cego em relação às coisas espirituais, inchado de sofismas, totalmente necessitado de ter um encontro verdadeiro com Deus, nosso Senhor Jesus Cristo. E começar a trilhar um caminho em direção à verdade que ele tanto busca. Para se ter discernimento espiritual não basta ter coragem, talento para escrever e a habilidade de estar no “sítio certo”. Precisa de ter coragem para se fundamentar na Verdade de Deus que se encontra unicamente na Bíblia e passar a fazer desse conhecimento a sua regra de vida. Seria muito mais proveitoso para ele e para os seus leitores, porque assim pelo menos saberia do que estava a falar.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Deus permitirá sucesso a Seu servo quando este aprender que o sucesso não o torna mais caro a Deus, nem mais valioso no esquema global das coisas. Não podemos comprovar o favor de Deus com grandes reuniões ou presentando conversos ou com novos missionários enviados ou com a distribuição de Bíblias. Todas estas coisas podem ser realizadas sem o auxílio do Espírito Santo. Uma boa personalidade e um penetrante conhecimento da natureza humana é tudo que qualquer pessoa necessita para ser um sucesso nos círculos religiosos hoje. A nossa grande honra está em sermos precisamente o que Jesus foi e é. Ser aceito pelos que O aceitam, rejeitado pelos que O rejeitam, amado pelos que O amam e odiado por todos os que O odeiam — que maior glória poderia advir a alguém?
                                                                                                                                      A.W.Tozer

segunda-feira, 18 de julho de 2011

EU O RESGATEI


Quem é que já parou para pensar nestes quatro versículos de Hebreus 5?: Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão. Embora sendo Filho, ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu; e, uma vez aperfeiçoado, tornou-se a fonte da salvação eterna para todos os que lhe obedecem, sendo designado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque. Jesus que é o próprio Deus mas que se fez homem e veio habitar entre nós; Jesus que é o Caminho, a Verdade e a Vida (eterna); Jesus que é o Cordeiro de Deus que veio tirar o pecado do mundo, ofereceu com lágrimas orações e súplicas a Deus Pai, para ser salvo da morte e levar a cabo com sucesso a Sua missão redentora da humanidade. Pensamos tanto que Jesus por ser Deus passou por tudo nesta terra com “uma perna às costas”, mas estes versículos mostram-nos que não é verdade. A tribulação existe, a provação existe e a negação do ego existe, está na Bíblia e Jesus também deu o exemplo nisso. Quem pensar que pelo facto de agora afirmar “sou de Jesus”, está isento de passar por aflições, adversidades e provações está a enganar-se a si próprio. Jesus é muito claro ao afirmar que o caminho é estreito: Digo-lhes verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto. Aquele que ama a sua vida, a perderá; ao passo que aquele que odeia a sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna. (João 12:24,25). C.S.Lewis escreveu assim: "Fácil? Não! Significa desaprender toda a presunção e a obediência à vontade própria. Significa matar uma parte de si mesmo e submeter-se a uma espécie de morte". O mais desconcertante é que a Palavra de Deus revela-nos que devemos exultar na tribulação e na provação. Exultar é ter uma grande alegria: Nisso vocês exultam, ainda que agora, por um pouco de tempo, devam ser entristecidos por todo tipo de provação. (1Pedro 1:6); Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu. (Romanos 5: 3 a 5). Mas quem consegue ter e manifestar uma grande alegria quando está com um grande problema, quando por vezes uma dor de cabeça é suficiente para nos tirar o sorriso dos lábios?! Parece-me que Deus está a dizer assim: “Filhos, tenham alegria na fé e na esperança de que eu estarei sempre ao vosso lado, ponham os olhos em mim”. Um dos grandes exemplos que encontrei na Bíblia de regozijo na mais severa tribulação, é esta passagem de Jó 16: 19 a 21: Saibam que agora mesmo a minha testemunha está nos céus; nas alturas está o meu advogado. O meu intercessor é meu amigo, quando diante de Deus correm lágrimas dos meus olhos; ele defende a causa do homem perante Deus, como quem defende a causa de um amigo. É impressionante a fé e o regozijo exultante de Jó depois de ter perdido a família, os seus bens e a sua saúde. Quanta confiança em Deus! Sobretudo, quanto temor! Mas leiam agora, esta grande palavra de encorajamento que Deus nos dá na Bíblia, encontra-se em Isaías 43:1 a 3:

Mas agora assim diz o Senhor, aquele que o formou, ó Israel:
 “Não tema, pois Eu o resgatei;
Eu o chamei pelo nome;
você é meu.
Quando você atravessar as águas,
Eu estarei com você;
quando você atravessar os rios,
eles não o encobrirão.
Quando você andar através do fogo,
não se queimará;
as chamas não o deixarão em brasas. 
Pois Eu sou o Senhor o seu Deus o Santo de Israel, o seu Salvador.

domingo, 17 de julho de 2011


Quantas passagens na Bíblia sabemos que existem que nos mostram a importância que tem para Deus, as intenções do nosso coração? É o coração que Deus vê e quer mudar em nós: “Nunca mais amaldiçoarei a terra por causa do homem, pois o seu coração é inteiramente inclinado para o mal desde a infância (Genesis 8:21). É o nosso espírito que nasce de novo, não a nossa carne. É de lá que sai a pregação do evangelho para a mente. É lá também que: O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus (Romanos 8:16), quando entregamos as nossas vidas a Jesus Cristo nosso Salvador. As intenções dos nossos pensamentos e atitudes é que são importantes para Deus. As palavras que saiem das nossas bocas são importantes também, porque elas ilustram as intenções dos nossos corações. Assim, estamos a falar o que as palavras querem dizer verdadeiramente ou simplesmente a “mastigar” frases de efeito como quem coloca uma vírgula num texto ou um ponto de exclamação? Vou dar alguns exemplos: Glória a Deus! Quantas vezes fazemos este comentário por dia sem que ele tenha verdadeiramente o significado que deveria sempre ter? Glória a Deus é usado também para dizer “ok”, “concordo”. É usado muitas vezes em substituição do Amém ou como um final de conversa. É usado até para controlar os impulsos das nossas carnes, assim como um travão nos lábios quando percebemos que podemos dizer algo que não nos convém dizer. É usado de tantas maneiras carnais, como afirmação das nossas opiniões soberbas, que nem damos conta disso. Mas é um uso errado! Outro exemplo comum é a frase: Estou na Paz! Este é um óptimo exemplo de afirmação, para dizer que simplesmente ficámos convencidos de ter feito o certo, de tal maneira que esse sossego mental, terá de ter a concordância de Deus. Descanso no Senhor! É outra forma de dizer a Deus: Pronto Deus, já fiz a minha parte faz agora tu a tua. Estou a falar de algo que acontece nos nossos corações e que nos cega. A soberba, o orgulho e a altivez cega-nos. Nós somos assim e a ideia é cada vez mais, renovarmos os nossos pensamentos, atitudes e intenções do coração. Mesmo com as nossas palavras! Jesus diz assim: Pois por suas palavras vocês serão absolvidos, e por suas palavras serão condenados”. (Mateus 12:37). Continuando com as frases de efeito... há uma à qual é atribuída a qualidade de particularmente espiritual: Senti no coração! Cuja tradução queremos que seja, “o Espírito Santo falou-me ao coração” ou também “Isto que eu senti vem de Deus”. Ora, Deus diz que o nosso coração é enganoso e Ele melhor do que ninguém sabe do que está a falar. E Jesus uma vez também disse que não confiava nos homens, pois ele bem sabia o que havia no homem. (João 2:24,25). Já muitas vezes passei por esses “sentires” até esbarrar com esta passagem de Actos dos Apóstolos 19:21: Depois dessas coisas, Paulo decidiu no espírito ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e pela Acaia. Ele dizia: “Depois de haver estado ali, é necessário também que eu vá visitar Roma”. Foi um verdadeiro “soco santo” nos meus sentires espirituais, quando li que Paulo “decidiu no espírito”. Foi uma “decisão no espírito não um “sentir no espírito”. Ele decidiu baseado naquilo que ele creu e não naquilo que ele sentiu. Isto foi uma descoberta muito importante para mim. Tento a cada dia tomar as minhas decisões baseada naquilo que eu creio como certo e que esteja de acordo com a doutrina bíblica, mas não é fácil porque os “sentires do coração” falam por vezes mais alto. Eles enganam-me e muitas vezes deixam-me em dúvida. Tenho de ser mais cautelosa e atenta àquilo que o Espírito Santo fala ao meu coração e me revela na Bíblia. Ele fará isso para aperfeiçoar o meu carácter e as intenções do meu coração que se repercutem nas minhas atitudes diárias, sejam em palavras, sejam em acções. O SENHOR não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração”. (1Samuel 16:7b). É por isso que as intenções do coração passaram também a ser pecado: Mas eu lhes digo: Qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. (Mateus 5:28); “Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, continua nas trevas.” (1João 2:9). Como a nossa principal preocupação como cristãos, deveria ser sempre pôr Deus em primeiro lugar e em destaque no altar dos nossos corações, deveríamos também de ter cuidado, com a forma tantas vezes despreocupada como falamos. Não é errado sentir, não é errado ter paz, não é errado descansar no Senhor e muito menos dar glória a Deus. Errado é usar essas frases de maneira frívola e dizê-las de uma maneira vã. A intenção é nunca ter a intenção no coração de ir além do que elas de facto querem dizer.




















 

 Pai NosSo qUe EsTás no CéU




Jesus pregou muitas vezes esta oração do “Pai Nosso” descrita em Mateus 6:9 a 13, de diferentes maneiras, mas só agora me apercebi disso:



“Pai nosso, que estás nos céus!

“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” (Mateus 7:21)



Santificado seja o teu nome

“Agora meu coração está perturbado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não; eu vim exatamente para isto, para esta hora. Pai, glorifica o teu nome!” (João 12:27,28)



Venha o teu Reino

“O tempo é chegado”, dizia ele. “O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!” (Marcos 1:15)



E lhes disse: “Garanto-lhes que alguns dos que aqui estão de modo nenhum experimentarão a morte, antes de verem o Reino de Deus vindo com poder”. (Marcos 9:1)



Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.

“Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua”. (Lucas 22:42)



Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia

“Portanto eu lhes digo: Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa? Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? “Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé? Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer?’ ou ‘Que vamos beber?’ ou ‘Que vamos vestir?’ Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal. (Mateus 6: 25 a 34)



Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores

Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas. (Mateus 6:14,15)



E não nos deixes cair em tentação

Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Marcos 14:38)



Mas livra-nos do mal

O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente. (João 10:10)


Porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre

Pois o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então recompensará a cada um de acordo com o que tenha feito. Garanto-lhes que alguns dos que aqui se acham não experimentarão a morte antes de verem o Filho do homem vindo em seu Reino”. (Mateus 16:27,28)



Ele lhes respondeu: “Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade. Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”. (Actos dos Apóstolos 1:7,8)



Amém

“Estas são as palavras do Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o soberano da criação de Deus.” (Apocalipse 3:14b)